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Panorama da Indústria naval brasileira em 2010

Indústria naval brasileira

Edson Pereira Bueno Leal, junho de 2010.

Os estaleiros nacionais são protegidos pela reserva de mercado e os impostos de importação para navios novos ou usados chegam a 55% , inviabilizando a compra de embarcações do exterior . Por outro lado , o custo de construção de navios nos estaleiros brasileiros é alto, muito acima do de países como Coréia e Hong Kong. Para complementar os impostos que incidem sobre a operação, sobretudo nos combustíveis, somam 38,45% inviabilizando investimentos no setor. (Exame, 26.09.2007, p. 52)

Quando o presidente Lula assumiu , tornou obrigatória a compra de 80% de componentes nacionais em plataformas e navios pela Petrobrás .

A indústria naval nacional renasce e em 2009 já é a sexta do mundo . Cerca de 25 estaleiros estão instalados no país e 5 estão em construção .

O Brasil em 2009 tem cerca de 30 estaleiros grandes e médios e a quinta maior carteira de encomendas do mundo segundo o Sinaval . Em três anos o número de vagas criadas mais que dobrou, chegando a 45.470 postos em junho de 2009 , havendo demanda reprimida de pessoal qualificado. (Você SA, setembro de 2009, p. 24). Em 2000 eram menos de dois mil empregados.

O BNDES estima investimentos de R$ 55 bilhões na indústria naval e de apoio à exploração marítima de petróleo de 2010 em diante . Serão construídos dois estaleiros no país , com investimentos de R$ 1 bilhão.
(FSP, 28/out/2009, p. B-4)

Por conta das novas descobertas a Petrobrás vai encomendar prioritariamente à indústria nacional 230 embarcações de 2008 a 2017 e esta demanda irá revolucionar o setor . . Por meio de licitação serão contratados 146 barcos de apoio à exploração e produção marítima de petróleo até 2014 , com investimentos de US$ 5 bilhões . Nos editais haverá exigência de conteúdo nacional de peças e equipamentos de 80%.

Com o mesmo modelo serão afretadas 40 sondas de perfuração até 2017 . Nesse caso o país não terá condições de atender toda a encomenda pois o Brasil nunca produziu sondas . Em 30 de maio a diretoria da Petrobrás aprovou o aluguel no exterior dos 12 primeiros navios-sonda. As 12 unidades serão construídas fora do país por falta de capacidade técnica dos estaleiros brasileiros . Dez sondas serão montadas por empreiteiras brasileiras em estaleiros no exterior . Para as outras duas , a estatal fará a encomenda a empresas estrangeiras . As próximas poderão ser construídas no Brasil , o que demandará grandes investimentos em infra-estrutura . Segundo o Sinaval ,os estaleiros brasileiros precisam de pelo menos quatro anos para gerar a capacidade e dominar procedimentos e tecnologia de construção.
(FSP, 31/mai/2008, p. B-5)

Cada plataforma de produção de petróleo pode custar mais de US$ 2 bilhões e consumir até dois anos de trabalho . Uma sonda de perfuração – usada na exploração dos campos marítimos – não sai por menos de US$ 1 bilhão . Um petroleiro varia de US$ 60 a US$ 100 milhões , de acordo com o porte da embarcação e leva pelo menos oito meses para ficar pronto.
(FSP, 29/nov/2009, p. B-9)

A Transpetro encomendou em 2006 26 navios por licitação , contratando os chamados estaleiros virtuais , que não possuíam ainda instalações montadas . Dois deles – o Rio Naval ( grupos MPE, Iesa e Sermetal) e Atlântico Sul ( Camargo Corrêa e Queiroz Galvão ) venceram a maior parte dos contratos e vão construir , ao todo, 19 embarcações . O Atlântico começa a funcionar em julho de 2008 e o Rio Naval ainda negocia com os proprietários do antigo estaleiro Ishibrás , na região do porto do Rio .

Em julho de 2008 a Transpetro anunciou a licitação de mais 22 navios , a um custo estimado de R$ 2 bilhões . Os navios terão que ser feitos obrigatoriamente no Brasil. (FSP, 8/jul/2008, p. B-4)

FUNDO DE GARANTIA PARA A CONSTRUÇÃO NAVAL

Foi criado em setembro de 2008 . Pela lei de criação , a União poderá aportar até R$ 1 bilhão no FGCN , que terá por objetivo garantir o risco de crédito das operações . A indústria naval é financiada com recursos do Fundo da Marinha Mercante ( FMM) , que é abastecido com uma taxa cobrada nas operações de frete . Para conseguir os empréstimos no FMM, no entanto, os estaleiros tem que apresentar garantias . Com isso, os recursos do FGCN poderão garantir até 50% do valor do financiamento de cada encomenda .
(FSP, 27.09.2008, p. b-16)

A exploração do pré-sal pode produzir uma revolução na indústria de construção naval brasileira. Segundo cálculos do Sinaval ( Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), estão previstos 338 empreendimentos nos próximos oito ano, o que inclui entre outros, 49 navios petroleiros encomendados pela Transpetro no Promef 1 e 2, 146 navios de apoio marítimo a plataformas de produção de petróleo, 6 plataformas de produção de petróleo e 28 navios sonda de perfuração. O país tem 26 estaleiros de grande e médio porte com capacidade de processamento de aço de 630 mil toneladas por ano e já voltou ao patamar de 40 mil empregos, o mesmo da década de 1970 e deve chegar a 70 mil até 2013. O número de encomendas pode dobrar ou triplicar com o pré-sal. Ainda é impossível mensurar o impacto que ele terá para o setor.
(FSP, 30/ago/2008, p. B-11)

A cadeia de produção do setor ficou tão desarticulada que atualmente nem âncoras se fabricam no Brasil para navios de grande porte, bem como luminárias específicas para navios, armários, fogões e até equipamentos mais sofisticados. Com o crescimento das encomendas, este setor irá deslanchar e os grandes fornecedores internacionais terão que se instalar no país ou firmar parcerias.

NAVIOS SONDA

A Petrobrás recebeu em 26 de maio os documentos de nove empresas e consórcios para a compra de 28 navios sonda no valor de R$ 50 bilhões. Entregaram os documentos as empresas: Andrade Gutierrez, Engevix, Jurong, Eisa, Keppel Fells, Atlântico Sul, a coreana STX, a Alusa e Galvão Engenharia e a Odebrecht, OAS e UTC Engenharia. A licitação foi dividida em quatro lotes com sete navios cada uma, que terão de ser construídos no Brasil. (FSP, 27/mai/2010, p. B-1)

ALIANÇA

O BNDES aprovou financiamento de US$ 745,9 milhões para a aquisição de 19 embarcações pela CBO ( Companhia Brasileira de Offshore), que atua no apoio a plataformas de petróleo e tem garantida a contratação de quatro navios para prestação de serviços à Petrobrás . Os navios serão construídos pelo estaleiro Aliança, do grupo Fischer, em Niterói, até 2016.
(FSP, 18/jun/2010, p. B-3)

ALUSA

Está finalizando negociações com o STX Corporation , um dos maiores grupos econômicos da Coréia do Sul, para construir um estaleiro no Brasil para produzir sondas de perfuração para a Petrobrás . (FSP, 16/nov/2008, p. B-2)

ATLÂNTICO SUL

O Atlântico Sul, maior estaleiro do Hemisfério Sul entrou em operação em 08 de agosto de 2008 no complexo portuário de Suape , em Ipojuca  A empresa iniciou o processamento de 39 mil toneladas de aço para a construção de parte de uma plataforma de petróleo e de um navio petroleiro, encomendas feitas pela Petrobrás e pela Transpetro, que serão entregues em 2.010, parte de um contrato de US$ 2,5 bilhões para a compra de 26 navios de vários estaleiros, do qual o estaleiro irá produzir dez navios .

As obras estarão totalmente concluídas em 2009, em uma área de 162 há, com área industrial coberta de 130 milm2 e investimento de US$ 1,4 bilhão. O estaleiro tem como sócios os grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, a sul coreana Samsung Heavy Industries e a empresa PJMR. Além do casco da P-55 e de dez navios petroleiros, o Atlântico Sul fabricará duas embarcações de transporte de óleo cru para o armados norueguês Noroil Navegação. Em operação plena, o estaleiro terá capacidade de processar 160 mil toneladas de aço por ano.  (FSP, 17/ago/2008, p.B-13)

O Estaleiro Atlântico Sul, instalado junto ao porto de Suape em Pernambuco está a todo vapor. Em 2009 a empresa dobrará o número de funcionários passando de 1.500 para 3.000 para atender às encomendas de 15 navios petroleiros da Transpetro. A cada dois meses e meio entram 300 novos funcionários no estaleiro, que recebem seis meses de cursos de qualificação.
(Exame, 11/fev/2009, p. 88-93)

No início de 2010, a empresa foi buscar no Japão 200 soldadores brasileiros de ascendência oriental, os decasséguis.

MAC LAREN OIL

Com o formidável aumento de encomendas por parte da Petrobrás os estaleiros nacionais estão se modernizando. O Mac Laren Oil associou-se ao Jurong Shipyard, de Cingapura, um dos maiores estaleiros do mundo, com faturamento de US$ 3,3 bilhões. Pelo acordo, o Juron fornece a tecnologia e o Mac Laren entra com as instalações, para as obras de um dique seco em Niterói, que ficará pronto até 2.009 e poderá contar com até 5.000 empregados e capacidade de construir plataformas semi-submersíveis e equipar navios plataforma.

O Mac Lren construiu os módulos de geração de energia das plataformas P-51, P-52, P-53, e os módulos de compressão da plataforma P-53.
(Exame, 4/jun/2008 , p. 64-66)

EISA

O Eisa, estaleiro especializado na construção de navios petroleiros, com base no Rio de janeiro, de propriedade de German Efromovich, fechou uma parceria com o Dianca, estaleiro estatal da Venezuela e construirá plataformas de petróleo e navios para a PDVSA e usará as instalações do estaleiro venezuelano para atender a pedidos de outros países.
(Exame, 16/jul/2008, p. 20)

JURONG

No início de 2009 deve ter início a construção de um estaleiro em Aracruz, no Espírito Santo. Será da companhia Jurong, de Cingapura e dedicado à fabricação de plataformas de petróleo. Construído pela Engevix, deverá entrar em operação em 2011, gerando 5.000 empregos.
(Você SA , nov/2008 , p. 28)

TRANSPORTE MARÍTIMO E MEIO AMBIENTE

Segundo relatório produzido pela ONU, os navios lançam na atmosfera todos os anos 1,1 bilhão de toneladas de gás carbônico. Sozinha, essa quantia corresponde a 4,5% de todas as emissões provocadas pelas atividades humanas. O novo cálculo modifica estimativas anteriores que consideravam pouco significativa a emissão feita pelos navios. Estima-se que os navios emitam entre 18 a 30% de todos os óxidos de nitrogênio, 9% dos óxidos de enxofre e causem 4% das emissões de gases que afetam o aquecimento global.

A implementação de novas tecnologias modernas, tanto em frotas antigas, quanto em novas, pode reduzir as emissões do setor em até 28%, nos próximos 12 anos. (FSP, 14/fev/2008, p. A-20)

Levantamento feito por um grupo americano, a partir da análise de 211 navios na região do Golfo do México e extrapolado para a frota mundial de 100 mil navios com capacidade de carga maior do que 100 toneladas, chegou a um total de 900 mil toneladas de material particulado por ano, ou seja metade da emitida pelo tráfego rodoviário global que chega a 2,1 milhões de toneladas . (FSP, 28/fev/2009, p. A-19)

Dois pesquisadores da empresa francesa CLS usaram imagens de radar feitas pelo satélite europeu de monitoramento do meio ambiente Envisat e produziram uma imagem da densidade de rotas de navios em torno da Europa. Verificaram que em torno de 70% das emissões de poluição dos navios é feita no máximo a 400 km da terra e 85% da poluição marítima ocorre no hemisfério norte.

A IMO, Organização Marítima Internacional , agência da ONU definiu que até 2020, o nível de enxofre no combustível dos navios deverá ser reduzido em 90% . Os EUA, em março de 2009 definiram pela sua agência ambiental EPA, a proposta de criação de uma zona-tampão de 200 milhas náuticas em torno da costa do país, na qual, a partir de 2015, os navios teriam que usar combustíveis limpos, no máximo com no máximo 1.000 partes por milhão de enxofre .Atualmente há combustíveis navais com até 27.000 partes por milhão .

Para efeito de comparação , um carro que percorre 15.000 km por ano , emite 101 gramas de óxido de enxofre e um navio movido a diesel que navega 280 dias por ano produz 5.200 toneladas de óxido de enxofre. Segundo Daniel Lack, pesquisador da Noaa e da Universidade do Colorado, os cerca de 51 mil navios mercantes navegando em 2009, emitem um volume de poluentes particulado equivalente a 300 milhões de automóveis, metade da frota de veículos de todo o planeta. (FSP,25/mai/2009, p. A-13)

Poucos navios petroleiros brasileiros possuem casco duplo , que reduz o risco de que os produtos vazem e poluam o mar. Por isso, os navios brasileiros tem restrição para circular em águas internacionais. Por exemplo, nos EUA só podem circular navios de casco duplo. (FSP, 12/jun/2010, Mundo p. 10). Está aí portanto um grande potencial para a industria naval, no sentido de substituir a frota brasileira de petróleo por navios de casco duplo.

Fonte: Administradores.com.br

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