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Balsas navegam com carga reduzida para evitar encalhe

A hidrovia do Madeira é responsável pelo transporte de 2 bilhões de litros de derivados de petróleo (gás de cozinha, óleo diesel, gasolina, querosene, etc.) para abastecimento de todo o Estado de Rondônia e parte do Estado do Mato Grosso. A seca atípica deste ano está prejudicando este abastecimento. Em Porto Velho, alguns postos já não tinham combustível ontem. As informações são do presidente do Sindicato das Empresas de Navegação do Estado de Rondônia (Sindifluvial), Raimundo Holanda. Ele também informou que a empresa DNP, que transporta combustível, diminuiu o volume de carga de 3 milhões e 100 mil litros para 1 milhão e 500 litros por viagem. Além disso, a viagem de Manaus até Porto Velho é feita com restrições, principalmente à noite, quando aumenta o perigo de a embarcação bater em pedrais e bancos de areia.

O funcionário de um posto de combustível na Zona Sul da cidade informou ao Diário que ficou sem combustível desde o sábado (04/09) até as 18h de quarta-feira (08/09). O posto recebeu 20 mil litros e a expectativa dele é que ontem mesmo o estoque fosse zerado.

Raimundo Holanda acompanha as condições de navegação do Madeira há mais de 20 anos e se mostra preocupado com o comportamento “atípico” do rio neste ano. “É muito preocupante, ficamos sem chuva durante quase 100 dias, em estado de alerta por causa da baixa umidade do ar. Está tudo diferente”. Outra preocupação é sobre o nível do rio Amazonas, que vem marcando uma diminuição de 20 centímetros por dia, informa ele. “Quando o nível da água do Amazonas está alto garante o nível do Madeira e em caso contrário, diminuindo a vazão do Amazonas também diminui a vazão do Madeira”.

Raimundo Holanda garante que os responsáveis pelas empresas de abastecimento de combustível de Porto Velho “estão fazendo o possível para evitar o desabastecimento e, além disso, embora o transporte esteja sendo feito de forma mais lenta, não foi interrompido, o que garante pelo menos por enquanto, o abastecimento de combustível”.

Rio instável prejudica a economia e dá prejuízo

A baixa vazão do rio Madeira nesta época do ano (agosto e setembro), quando a estiagem atinge seu ponto máximo, não é nenhuma novidade em Porto Velho. “Tanto que as empresas se preparam para este momento, porque sabem que terão que diminuir o volume da carga transportada”, informa o encarregado pelo setor de estatísticas da Sociedade de Portos e Hidrovias de Porto Velho (Soph), Edemir Brasil.

É o caso, por exemplo, da Hermasa, que transporta soja proveniente do Mato Grosso pelo Madeira até Itacoatiara. Como o custo-benefício não compensa, a empresa dá uma parada estratégica em setembro para fazer a manutenção de equipamentos, explica um funcionário. Algumas balsas da empresa ainda em operação, que retornavam de Manaus para Porto Velho no início desta semana, transportavam apenas 700 toneladas, ou quase 40% da capacidade, que é de 2 mil toneladas. Além disso, os carregadores com capacidade para transportar até 20 balsas diminuíram este número para nove balsas. Com outro impedimento: os carregadores maiores só estavam conseguindo navegar até Humaitá.

De acordo com a Capitania dos Portos de Porto Velho, ontem o nível do Madeira marcava 2,58 metros (1,40 metros abaixo do nível registrado há um ano). Nos últimos dias, o rio não baixou, mas a situação pode se agravar ou melhorar nos próximos dias. “O rio é imprevisível”, alegou um funcionário do órgão. A qualquer momento pode ocorrer um repiquete, um fenômeno registrado no Madeira que se caracteriza pelo súbito aumento ou vazão do nível do rio.

Os prejuízos provocados pela instabilidade das condições de navegação do Madeira não podem ser evitados. Como se trata de um rio ainda em formação, não é possível construir obras para melhorar as condições de transporte quando a seca estreita o canal de navegação. Como o rio é muito instável, a navegação é perigosa, mesmo com a utilização de equipamentos de orientação como o GPS.

Economia

Apesar de todas as dificuldades, a economia proporcionada pelo frete fluvial com relação ao rodoviário compensa a utilização das hidrovias para o transporte de cargas.

As contas não deixam dúvidas: Uma carreta transporta 37 toneladas (por rodovia) e uma balsa transporta 2 mil toneladas (transporte fluvial), sendo que um empurador carrega 16 balsas, ou seja, um empurrador transporta 32 mil toneladas, com o mesmo gasto de combustível de uma carreta e o mesmo volume de emissão de CO2.

Fontes : Newsletter Portos e Navios

Diário do Amazonas/Ana Aranda

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