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Setor naval de vento em popa

 

 

 

Ariovaldo Rocha: ‘aguardamos a próxima reunião do Conselho Diretor do FMM. A decisão de complementar o orçamento do FMM com recursos do Tesouro é do ministérios da Fazenda e dos Transportes’ (Foto: Ricardo Stuckert/PR – arquivo)

 

Setor naval fechou 2010 com vendas de R$ 3,5 bi e previsão de R$ 8 bi para este ano

A indústria naval brasileira fechou o ano de 2010 com vendas de R$ 3,5 bilhões. Para 2011, a previsão gira em torno de R$ 8 bilhões; para o ano que vem, os números são da ordem de R$ 11 bilhões, conforme disse nesta sexta ao MONITOR MERCANTIL o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Santana Rocha, para quem esses recursos englobam toda a cadeia do setor, ou seja: navios, plataformas, sondas entre outros.

Rocha não acredita que em cortes no orçamento. Segundo ele, o segmento de construção naval é de ciclo de longo planejamento e produção. Ou seja: produz sob encomenda navios ou plataformas.

– Em todos os países onde a construção naval tem um papel de destaque existe uma forte decisão política da sociedade em apoiar o setor. A presidente Dilma Rousseff, em um evento em maio último, no Rio Grande do Sul, disse que o setor tem que ter decisão sistemática de apoio, de incentivo e políticas fiscais e tributárias – comentou, acrescentando que a expectativa do Sinaval é que a política industrial para o setor prossiga – “há um mercado claramente definido de encomendas de navios e plataformas para esta década. Nos últimos 10 anos, o setor demonstrou claramente sua capacidade de investir e promover emprego em renda em diversas regiões do país”.

O presidente do Sinaval fez questão de deixar claro que o setor precisa de financiamento e, nesse sentido, a participação do Fundo de Marinha Mercante (FMM) é fundamental. Na próxima reunião do conselho do FMM cerca de 160 novos projetos serão examinados para determinar prioridades de financiamento da ordem de R$ 12 bilhões.

– Aguardamos a próxima reunião do Conselho Diretor do FMM, marcada para o dia 24 de fevereiro. A decisão de complementar o orçamento do FMM com recursos do Tesouro, além da geração de caixa do próprio fundo é do Ministério da Fazenda e do Ministério dos Transportes. Do ponto de vista da prioridade econômica, acreditamos que a construção de navios petroleiros e a instalação de novos estaleiros é necessária para as metas de expansão da produção de petróleo no mar.

Rocha enfatizou que este ano o setor continua a produzir encomendas em contratos assinados em anos anteriores. Além disso, ressaltou que novas contratações são esperadas como, por exemplo, plataformas, navios de apoio e petroleiros. Para isso, a entidade conta com 37 estaleiros associados que estão implementando 269 empreendimentos, sendo 19 plataformas. Além disso, os contratos anunciados irão somar mais 39 navios do programa EBN (Empresa Brasileira de Navegação); 30 sondas; mais 30 navios de apoio, cuja licitação é esperada para este ano, cerca de 40 novos rebocadores e balsas de transporte fluvial, totalizando 400 empreendimentos.

Já no que diz respeito á geração de empregos diretos, o setor já conta com 56 mil, somados os 28 mil empregos da indústria náutica de laser. O total, segundo ele, chega a 84 mil empregos diretos. No entanto, se forem considerados os empregos indiretos na rede fornecedora, o total passa dos 283 mil. Isso sem mencionar a implantação de 13 novos estaleiros de médio e grande porte, que elevará par 50 o total de unidades produtoras de embarcações.

Quanto ao preço do aço, Rocha disse que o Sinaval tem afirmado que a setor tem parceria estratégica com a indústria siderúrgica. Cerca de 15% do valor de um navio, segundo ele, é do aço de chapa grossa. Além de todos os equipamentos e navipeças que precisam desse insumo, essencial na formação de preços do setor.

– O preço do aço não é um gargalo para a construção naval. A indústria siderúrgica brasileira e internacional tem capacidade de produção de atender a demanda. Nos anos de 2009 e 2010, em função da retração da economia nos países industrializados, ocorreu a redução da produção de aço, com diversos alto-fornos desligados. Com a retomada da demanda, esses ativos voltaram a operar. Nos mercados, sempre há negociação de preços.

No que diz respeito a investimentos do setor para este ano, Rocha lembrou que a construção naval é um ciclo longo de produção. Os desembolsos anuais do FMM, segundo ele, aumentaram de R$ 304 milhões, em 2001, para mais de R4 2 bilhões em 2011.

– As concessões de prioridades para financiamento do FMM representam o volume de recursos que serão desembolsados ao longo de vários anos de cada contrato. A construção de navios e plataformas são investimentos que são realizados pelos contratantes (armadores, Petrobras e outras companhias). Os empresários estão investindo na expansão e implementação de novos estaleiros e novos contratos de navios, sondas, petroleiros e plataformas que devem ser assinados neste ano.

Rio continuará sendo grande pólo do setor

Ariovaldo Rocha frisou que o Estado do Rio será sempre um dos mais importantes pólos de construção naval do Brasil, em função de sua estrutura de estaleiros já existente, dos novos projetos anunciados e da existência de um pólo de tecnologia e inovação. No entanto, segundo ele, para abrigar um estaleiro de grande porte é necessário cinco condições básicas: uma área de produção, com uma grande frente para o mar de águas protegidas (baía, estuários, entre outros), com profundidade acima de sete metros; infra-estrutura de energia, transportes, habitação e serviços no seu entorno.

– Essas condições não são facilmente encontradas. A criação de infra-estrutura geralmente é criada em conjunto com governos federal, estadual e municipal. No Rio, existem áreas no Norte do Estado, em Itaguaí e Angra dos reis que tem ótimas condições de abrigar novos estaleiros, muitos deles já estão planejados para essas áreas.

Quanto ao processamento de aço, Rocha estima que, em 2010, os estaleiros associados à entidade devam ter processado cerca de 360 mil toneladas. Para este ano, de acordo com ele, este número certamente deverá aumentar. E fez questão de deixar claro que o setor não tem gargalos.

– Não temos gargalos e sim desafios já bem analisados e diagnosticado pelo Prominp. Entre esses desafios estão o aumento da competitividade, a formação de Recursos Humanos e o aumento do conteúdo local. E para todos existem soluções em andamento.

Marcelo Bernardes

Fonte: Monitor Mercantil

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