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Construção naval entra na era da sustentabilidade

Após uma boa fase no início do século XX – quando a Costeira, na Ilha do Viana, na Baía de Guanabara, construía navios e até aviões – a indústria naval ficou semiparalisada até a década de 70. Nessa época, houve muito brilho, mas o setor era acusado de sujar o ambiente. No entanto, os empresários sempre tiveram preocupação ambiental. Luiz Fernando Rocha, na época com seu Enavi, foi pioneiro no uso de água para limpeza de cascos, pois o ar comprimido levantava poeira que poderia acabar nos pulmões dos empregados.

De 95 a 2002, a área regrediu, tanto que o programa Navega Brasil, da Transpetro, era chamado de “Naufraga Brasil”: nenhuma embarcação foi encomendada e, ao contrário, vieram duas unidades do exterior, embora com nomes bem nacionais: Cartola e Ataulfo Alves.

A partir de 2002 a construção naval deu um salto. De 2 mil empregados o setor hoje beira 60 mil e tem planos de chegar a 100 mil, como ressalta o presidente do Sindicato Nacional da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha.

Produzir é bom, mas não é o bastante, no século XXI. O setor não poderia se expandir baseando-se apenas na produtividade. Um passo importante foi dado por ação tripartite – o Sinaval, governo e empregados – com a aprovação de normas específicas no Ministério do Trabalho – a NR 34. Antes, aplicavam-se à construção naval regras da construção civil. Imagine-se a diferença, pois em prédio há riscos, mas em terra firme. Em um navio, há que se soldar partes de um tanque de aço, mesmo no verão, e muitas tarefas têm de ser realizadas com o navio boiando. A NR 34 já foi elogiada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A grande bola fora dos últimos anos foi dada pelo Ceará. O STX-Ceará, que iria gerar 4 mil empregos na região, foi muito recusado e bem acolhido em Pernambuco. Alegaram dano ao ambiente, quando se sabe que a pior poluição é a pobreza.

 

Hoje

Mas o passo definitivo para a construção naval subir de status foi dado na última segunda-feira, no Rio. Com realização da Fundação ARO e patrocínio de Banco do Brasil, Petrobras, Caixa e Sete Brasil, foram divulgados os resultados do I Prêmio Naval de Qualidade e Sustentabilidade (PNQS), que se repetirá ano a ano. “O PNQS mostra o desenvolvimento da indústria brasileira da construção naval e offshore que ocorre de forma estruturada e com metas definidas a atingir”, diz o vice-presidente executivo do Sinaval, Franco Papini.

Ao consolidar a qualidade no trabalho e alta demanda – graças à determinação do governo de exigir conteúdo nacional em navios e plataformas – a construção naval poderá tornar realidade o sonho de Juscelino Kubtischek. Na década de 50, JK criou grupos de trabalho para automóveis e navios. Só que os veículos geraram enorme riqueza para São Paulo, enquanto a construção naval, fincada no Rio, patinou durante décadas. Hoje se cria uma construção naval disseminada por todo o país e com qualidade e sustentabilidade.

Na categoria Caminho para a Competitividade, os vencedores foram a Wilson, Sons e a WEG, com menção honrosa para o estaleiro Enaval. Na categoria Caminho para a Inovação e Desenvolvimento em Sustentabilidade, a vitória foi do estaleiro Aliança-CBO – do grupo Fischer – e da Spice Gourmet, com menção honrosa para o estaleiro UTC.

Fonte: Monitor Mercantil

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