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Visões sobre a Volvo Ocean Race em Itajaí

Enquanto entusiastas dos esportes náuticos se preparam para prestigiar o evento Volvo Ocean Race que acontecerá em abril, em Itajaí, muitas pessoas não ligadas à àrea náutica o criticam por puro desconhecimento do universo dos esportes náuticos. No dia 24 de janeiro um velejador praticante de Itajaí, Pedro Fantini, ouvindo via rádio local críticas lançadas ao evento, se dignou a enviar uma mensagem eletrônica à rádio esclarecendo alguns fatos e aspectos da Volvo Ocean Race, sua repercussão positiva, dos esportes náuticos e a tradição náutica de Itajaí.
O e-mail foi lido na íntegra pelos jornalistas da rádio e elogiado como muito esclarecedor, especialmente aos leigos no assunto. No intuito de colaborar no esclarecimento do público geral quanto à relação Volvo Ocean Race, esportes náuticos e Itajaí, segue abaixo, na íntegra, o texto do senhor Pedro Paulo Fantini:

“Caros Osmar Fernandes e “Bolinha”

Ouço o Programa “Bote a Boca no Trombone” diariamente, enquanto estou indo para o trabalho. Gostaria de parabenizar vocês e toda equipe pela competência e profissionalismo com que conduzem este programa e principalmente pelo excelente trabalho que fazem junto à comunidade.

Gostaria de fazer algumas considerações sobre o artigo do jornalista Paulo Camisoti, comentado pelo apresentador Elias Silveira, no quadro “Informa e Comenta” , no programa “Bote a Boca no Trombone” da última terça-feira, dia 24/01/2012, sobre a passagem da Regata Volvo Ocean Race, que acontecerá no mês de abril na cidade de Itajaí.

É comum as pessoas que não têm afinidade com este esporte, acharem que os praticantes da “vela” são somente pessoas ricas, que freqüentam a alta sociedade, restaurantes e hotéis cinco estrelas, que participam de grandes baladas, que fazem festas sem se preocuparem com o valor da conta a ser paga, etc. e etc. Inclusive esta é a opinião do Paulo e respaldada pelo Elias. Claro que opinião não se discute.

Gostaria de expressar a minha opinião sobre o assunto:

– O esporte da “vela” vem sendo praticado no mundo todo por todas as classes sociais. A maioria dos “amantes da vela” são pessoas de um jeito muito simples de viver. Muitas delas moram com a família dentro do próprio barco, onde ali cozinham e servem suas refeições, tomam banho, lavam e secam suas roupas como se estivessem em uma casa. Durante o dia têm uma vida normal. Trabalham, fazem compras, pagam contas,… e à noite retornam para o barco. Quer jeito mais simples de viver do que este?

– Mas a grande parcela desses esportistas são proprietário de pequenas embarcações, com capacidade para uma ou duas pessoas, que as usam para “brincar” nos finais de semana e/ou participar de regatas locais e regionais. São pessoas de todos os níveis sociais. Basta acompanhar uma regata de vela, dessas que acontecem na nossa região, para conhecer o público que se reúne nesse tipo de competição. Além do nível social, também a faixa etária é bastante diversificada. É possível encontrar criança, jovens e até pessoas muito acima dos 60 anos de idade.

– Ao redor do mundo existem muitas escolas de “vela” que fazem um belo serviço social, ensinando a prática do esporte à crianças carentes. Muitas dessas crianças em situações de risco, Além de inserir essas crianças numa atividade esportiva, as ensinam noções de cidadania, companheirismo, respeito pelo semelhante e respeito pelo meio ambiente, e, principalmente as mantém ocupadas e longe das drogas.
Não precisamos ir muito longe para conhecer um projeto semelhante a este, basta vir à Itajaí e conhecer o excelente trabalho que a Associação Náutica de Itajaí – ANI, vem fazendo junto às crianças da rede publica de educação. Até sugiro que esta Emissora de comunicação, que é vista e ouvida por milhares de pessoas, agendasse uma matéria com o presidente da ANI para que seu publico conheça o trabalho ali desenvolvido. Tenho certeza de que muitos mudarão de opinião à respeito desse esporte.

– A maioria quase absoluta dos praticantes da “vela” são pessoas comprometidas com o meio ambiente e sua preservação, uma vez que esse esporte usa o vento como combustível para suas embarcações. Pessoas que não tem muita pressa já que a velocidade dos barcos depende da força do vento e das condições do tempo.

– Que a Volvo Ocean Race é uma competição milionária, ninguém discute, mas isso não pode ser generalizada para esse esporte, senão vou dizer que quem tem carro e gosta de dirigir é milionário, já que a Formula 1 é a competição esportiva mais cara do mundo, onde quem a pratica são as pessoas mais ricas, pessoas que recebem salários milionários. Essas sim freqüentam lugares de altíssimo nível. Restaurantes e hotéis que poucos mortais terão condições de um dia fazer uma refeição ou se hospedarem por pelo menos uma noite na vida. Moram ou têm imóveis nas cidades mais ricas do mundo como Mônaco, Nice, dentre outras. Os participantes da regata VOR podem sim ser milionários mas o grande público que vem ver de perto o evento é representado pela mais diversas classes sociais e Itajaí tem, sim, restaurantes e hotéis para cada uma dessas classes sociais.

– Quanto ao que a VOR vai trazer de benefício para a cidade, nem se discute. Vai projetar a cidade na mídia mundial. Tenho certeza de que nossas redes hoteleira e de restaurantes vão ter um grande movimento nesse período. Mesmo que muitos dos que vem acompanhar o evento não se hospedem em Itajaí. Muitos vão se hospedar em Balneário Camboriú, Itapema, Blumenau, Florianópolis, enfim, vão movimentar toda a nossa região. Se não fosse assim, a Prefeitura de Blumenau não investiria na Oktoberfest, já que muitos turistas se hospedam e se alimentam fora de Blumenau.

– Quem sabe, esse evento seja a alavanca para o desenvolvimento do esporte náutico de Itajaí, tornando-nos referência neste setor. Lembramo-nos que Almirante Barroso e Marcilio Dias, outrora, foram clubes náuticos de grande importância para a região. Será que não é o momento de resgatar essa tradição?

– Quem sabe, a estrutura física que será montada para o evento, poderá servir, posteriormente, para projetos sociais voltados para este esporte, inclusive abrigar e incrementar a Associação Náutica de Itajaí, já que Itajaí tem um grande potencial náutico à ser explorado.

– Para finalizar, quero convidar vocês da imprensa e a comunidade em geral para conhecer o “Projeto Navegando Pela Cidadania” desenvolvido pela ANI. O endereço é Av. Ministro Victor Konder nº 1000 (Beira Rio) em Itajaí.  (www.culturanautica.org.br)

Um grande abraço do ouvinte Pedro Paulo Fantini.”

Sede da ANI – Itajaí

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