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Chevron contra Brasil

Os 17 executivos e funcionários estrangeiros da empresa norte-americana Chevron e da Transocean investigados pelos vazamentos de petróleo na Bacia de Campos estão impedidos pela Justiça Federal de sair do Brasil. Entre eles, está o presidente da petroleira no Brasil, George Buck.

A medida se deve ao fato de a empresa, uma das maiores petroleiras, ter solicitado à Agência Nacional do Petróleo a suspensão temporária de suas atividades em território nacional. Dessa forma, essas pessoas teriam a oportunidade de voltar aos seus países de origem para não responderem às acusações no processo criminal.

Esse não é o primeiro incidente. Em dezembro de 2011 ocorreu o vazamento de 2,4 mil barris de petróleo. Além disso, a gravidade pode ser pior do que a anunciada pela empresa. A Marinha informou, em nota, ter identificado uma mancha de cerca de um quilômetro de extensão na região próxima ao novo vazamento, na Bacia de Campos.

Segundo o procurador da República em Campos, Eduardo Santos de Oliveira, autor da denúncia “Não há tecnologia para parar esses vazamentos. Eles provocaram uma fissura no solo marinho. Podemos testemunhar daqui a um ou dois anos o maior acidente ambiental da história brasileira”, disse o procurador.

Versão da empresa

Segundo a empresa, a mancha foi identificada no dia 4 de março, mas a origem no dia 13. No relatório consta que a nova mancha encontrada foi resultado do vazamento de cinco litros de óleo.

“Passamos dias e dias sem conseguir determinar o local exato”, afirmou Williamson, que frisou não há relação direta entre essa ocorrência e o acidente de novembro do ano passado, que provocou o vazamento de 2,4 mil barris de petróleo.

Histórico da Chevron no país

A petroleira iniciou suas atividades Bacia de Campos em 1997, após a decisão do governo de abrir as portas do setor de petróleo para investimentos privados.

A companhia detém participações em três projetos em águas profundas no Brasil, todos na Bacia de Campos, mas atua como operadora somente no Campo de Frade, onde detém 51,7% de participação. São parceiros da Chevron neste projeto a Petrobras e a Frade Japão Petróleo Limitada (FJPL).

Com as informações: O Globo

Fontes: Jornal Pelicano

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