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RS terá segunda maior indústria oceânica do país com o Polo Naval do Jacuí

A assinatura de protocolo de intenções entre governo do Estado e a Iesa Óleo & Gás formalizou nesta terça-feira (21) a criação do Polo Naval do Jacuí. A cerimônia foi realizada no Palácio Piratini, sob o olhar da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster que reforçou a necessidade de atender o prazo de 54 meses para implementação. O empreendimento transformará o Rio Grande do Sul no segundo maior da industria oceânica no Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro.

A empresa irá investir R$ 100 milhões em Charqueadas, a 56 quilômetros de Porto Alegre, para atender a um contrato de fornecimento com a Petrobras, com valores entre US$ 720,4 milhões e US$ 911,3 milhões. O documento prevê a construção de 24 módulos para seis plataformas de exploração de petróleo.

Mais de 6 mil novos empregos estão previstos: 1,2 mil diretos e 5 mil indiretos. De acordo com o presidente da Iesa, Valdir Lima Carreiro, a maioria destas  vagas deverá ser ocupada por gaúchos. “Vamos dar preferência a trabalhadores locais”, observou. “Vocês não vão deixar vir carioca para cá, vão?”, brincou Graça Foster, em coletiva após a solenidade.

Conhecida pelo perfil austero, ela cobrou do presidente da Iesa o cumprimento dos prazos estabelecidos em contrato. “Vamos ficar no pé de vocês, porque do sucesso desse polo naval, das atividades que o senhor vai conduzir, depende o sucesso da Petrobras”, afirmou a presidente da companhia.

Carreiro disse estar acostumado com a cobrança. “Temos diversos contratos com a Petrobras e ela realmente é extremamente exigente, e tem que ser, porque estamos falando de oito plataformas que produzem no mínimo 800 mil barris por dia. Se atrasarmos qualquer módulo, podemos causar um grande prejuízo”, reconheceu.

O governador Tarso Genro salientou que o investimento no Polo do Jacuí tem a vantagem de descentralizar o desenvolvimento do Estado, levando-o a uma região com pouca oferta de emprego. Além disso, conforme o governador, fortalece o protagonismo do Rio Grande do Sul no cenário econômico. “O RS não está mais à deriva, subordinado exclusivamente aos fluxos e refluxos da economia global. Ele quer ser um integrante, interferindo nessa economia a partir de um planejamento próprio”, observou.

Tarso afirmou, ainda, que o potencial hidroviário gaúcho até então não passava de uma promessa e de uma utopia. “Com a implantação do polo naval, essa hidrovia passa a ser uma estrutura efetiva do desenvolvimento do Estado e, portanto, daqui para frente só vai se desenvolver”, frisou. Com relação à mão de obra, Tarso acredita que, com o Pacto Gaúcho pela Educação Técnica e Formação Profissional, o Estado tem condições de formar profissionais em diversos níveis em um prazo de 60 a 90 dias.

Fontes: Portos e Navios

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