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Ameaças ao desenvolvimento local

Até 2003, a construção naval estava arrasada, com apenas 2 mil empregados em todo o Brasil. Hoje, diante de enormes possibilidades de crescimento, a situação é totalmente diversa. São 78 mil empregados, que, em breve, atingirão a marca emblemática de 100 mil. Mas há ameaças ao futuro.

Com os estaleiros em franca recuperação, o Sinaval procurou industriais para estimulá-los a produzir para navios e plataformas e não apenas para terra firme. Um deles foi franco: “Não sei não. A história mostra que a construção naval vive de altos e baixos. É só a gente se dedicar a produzir para vocês que ocorre algo que susta as encomendas”, disse o industrial.

Procuramos dissuadi-lo não só com palavras, mas com fatos e, hoje, estima-se que encomendas de navios e plataformas gerem 300 mil empregos na indústria brasileira. Mas, em parte, o homem estava certo: sempre há ameaças.

Em recente reunião com a indústria, a presidente da Petrobras, Graça Foster, mostrou preocupações, mas deixou clara sua confiança no setor. Afinal, os estaleiros já investiram R$ 60 bilhões. Em 2013, o setor entregou seis plataformas de produção de petróleo, dois navios para a Transpetro, 21 navios de apoio marítimo, dez rebocadores portuários e cerca de 100 barcaças de transporte oceânico e fluvial.

Alguns jornais, no entanto, não deram destaque à confiança e à produção efetiva, preferindo alardear que a política de conteúdo local – única responsável pela recuperação do setor – poderia ser ejetada a qualquer momento, o que, definitivamente, não corresponde à verdade.

A presidente Graça Foster, desde que assumiu o cargo, procura dialogar com os estaleiros, e, por ação própria, os membros do Sinaval sabem que sua sobrevivência e expansão dependem de produtividade e eficiência – itens que vêm crescendo a olhos vistos.

Atualmente estão em construção no Brasil 15 plataformas de petróleo, sendo que 12 serão totalmente construídas em estaleiros locais e três terão a integração de módulos em cascos construídos na Ásia. Também estão sendo construídos 28 navios-sonda contratados pela Sete Brasil para perfuração de poços de petróleo. Para a Transpetro, são sete navios já entregues à operações e três em fase de acabamento para entrega este ano.

Em nota oficial, diante da polêmica sobre conteúdo local, nosso sindicato assim se expressou: “Os estaleiros manifestam apoio à Petrobras no esforço de aumentar a produção brasileira de petróleo e ratificam seu compromisso com a eficiência e a produtividade da retomada dessa indústria. Um grande esforço de qualificação desses recursos humanos e desenvolvimento de tecnologia em toda a cadeia produtiva da indústria naval está em andamento. Na perspectiva futura, temos o desafio do desenvolvimento das bacias produtoras de petróleo em grandes reservatórios na camada geológica do pré sal”.

E ainda: “Os principais competidores da indústria naval internacional – Japão, Coréia do Sul e China – levaram mais de 30 anos para atingir níveis de competitividade. A construção naval brasileira já apresenta resultados em 14 anos de operação. A política de conteúdo local vem sendo executada com bom senso e em parâmetros competitivos. É uma diretriz política do Estado brasileiro e uma regra da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”.

O que não se diz é que, sem a construção naval brasileira, a Petrobras teria ainda mais dificuldades de conseguir nos prazos adequados os equipamentos, os navios e as estruturas flutuantes necessários para executar sua curva de produção de petróleo.

A política de conteúdo local, implantada pelo ex-presidente Lula e acentuada pela presidente Dilma Rousseff, está em pleno vigor, beneficiando o país. O contrário seria pagar, em dólares, por equipamentos estrangeiros, que não geram riqueza no país nem representam salários pagos aos trabalhadores brasileiros. Os estrangeiros cobram em dólares, atrasam, muitas vezes não cumprem exigências ambientais e, na Ásia, parece não haver fiscais do trabalho.

Eventualmente, há pontos a elucidar. No momento, o setor procura mostrar à Petrobras que os prazos para as 11 plataformas dos campos de Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça precisam ser adequados, pois, em caso contrário, irão parar no exterior. O setor investiu muito e há novos estaleiros chegando, mas cada obra tem seu tempo de conclusão.

Diante de polêmica sobre conteúdo local – mais em notícias do que na realidade – o deputado Edson Santos (PT-RJ), presidente da Frente Parlamentar da Indústria Marítima, anunciou que, em conjunto com o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Lindbergh Farias, vai convocar audiência pública para debater – e defender – o conteúdo local, fator de geração de riqueza para a nação brasileira.

A construção naval não quer mais estar sujeita a ciclos, mas representar uma fonte permanente de riqueza, geração de empregos e, no futuro, obtenção de divisas com a exportação.

Fonte: Monitor Mercantil – Ariovaldo Rocha

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