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Indústria naval deve atingir marca de 100 mil postos até 2017, diz Dilma

Setor emprega hoje quase 80 mil trabalhadores em todo o país.
Exploração do pré-sal deve desenvolver ainda mais o setor, crê presidente.

 

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (21), em seu programa de rádio “Café com a Presidenta”, que a indústria naval brasileira deve atingir a marca de 100 mil postos de trabalho até 2017. O setor emprega hoje quase 80 mil trabalhadores em todo país.

Dilma ressaltou o bom momento da indústria naval no país. “Só em 2014, estão em construção ou contratados para serem construídos aqui no Brasil 18 plataformas, 28 sondas de perfuração e 43 navios-tanque”, afirmou.

A presidente defendeu ainda a política de compras da Petrobras que privilegia a indústria nacional. “O que a Petrobras comprava lá fora passou a ser feito aqui no Brasil por trabalhadores brasileiros. Isso se chama política de conteúdo nacional. Com essa decisão, além da riqueza do petróleo, o Brasil passou a ter uma indústria naval poderosa, desenvolveu uma cadeia de fornecedores”, defendeu.

Segundo Dilma, dez estaleiros para a construção de plataformas e sondas de perfuração entraram em operação no Brasil nos últimos dez anos. “No ano passado, a construção naval brasileira entregou volume recorde de navios e plataformas de petróleo. Foram sete plataformas de produção, dois navios petroleiros de grande porte, 21 navios de apoio marítimo, dez rebocadores portuários e 44 barcaças de transporte”.

Pré-sal
Dilma destacou ainda que a exploração do pré-sal vai desenvolver ainda mais o setor. “Isso porque vão ser necessários 88 navios, 198 barcos de apoio e 28 sondas de perfuração até 2020. Só de plataforma serão necessárias 31, sem contar as 12 que serão usadas para explorar somente o Campo de Libra”, concluiu.

 

Fonte: G1.Globo.

 


 

 

Dilma destaca decisão de produzir plataformas no Brasil

 

PETROLEO

 

Fonte: Paraná On Line.

 


 

 

Construção naval apóia esforço do aumento da produção de petróleo

 

Os estaleiros associados ao Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) manifestam apoio à Petrobras no esforço de aumentar a produção brasileira de petróleo e ratificam seu compromisso com a eficiência e a produtividade da retomada dessa indústria.

O presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, informa que as empresas acionistas dos maiores estaleiros brasileiros, reunidos em 19 de março na sede da instituição, no Rio de Janeiro, consideram o programa de conteúdo local na construção de navios e plataformas de petróleo essencial e estratégico para que os objetivos da Petrobras e do país sejam atingidos.

A realidade que o Sinaval apresenta em seus cenários, desde 2006, mostra a geração de emprego e renda, com 78 mil pessoas diretamente empregadas em pólos de construção naval em diversos Estados brasileiros, com investimentos próprios e financiamentos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) que representam mais de R$ 60 bilhões, já realizados e em obras em andamento de embarcações, navios-sonda e novos estaleiros. Aos empregos diretos nos estaleiros, somam-se cerca de 300 mil outros postos de trabalho criados na indústria brasileira fornecedora de equipamentos e serviços, devido ao grande fator multiplicador de empregos da indústria naval.

Tais números são consequência da bem sucedida política pública de conteúdo local implementada pelo então presidente Lula e ratificada pela presidenta Dilma Rousseff, que conta com o apoio da sociedade brasileira, dos sindicatos dos trabalhadores e de investidores nacionais e internacionais.

Um grande esforço de qualificação desses recursos humanos e desenvolvimento de tecnologia em toda a cadeia produtiva da indústria naval está em andamento. Na perspectiva futura, temos o desafio do desenvolvimento das bacias produtoras de petróleo em grandes reservatórios na camada geológica do pré sal.

O resultado concreto desse esforço coordenado é a entrega, em 2013, de 6 plataformas de produção de petróleo, dois navios do Promef, 21 navios de apoio marítimo, dez rebocadores portuários e cerca de 100 barcaças de transporte oceânico e fluvial.

Os navios de apoio marítimo, em construção ou recentemente entregues, incluem projetos da mais avançada tecnologia hoje existente, como os dos tipos AHTS (Anchor Handling Tug Supply) e PLSV (Pipe Laying Support Vessel), atestando a crescente especialização e a qualificação dos estaleiros e da Engenharia nacional.

A Petrobras é o principal cliente da construção naval brasileira e os estaleiros cumprem sua missão estratégica de atender a parte da demanda.

Atualmente estão em construção no Brasil 15 plataformas de petróleo, sendo que 12 serão totalmente construídas em estaleiros locais e três terão a integração de módulos em cascos construídos na Ásia. Também estão sendo construídos 28 navios-sonda contratados pela Sete Brasil para perfuração de poços de petróleo.

O programa de construção de 49 navios petroleiros para a Transpetro registra sete navios já entregues à operações e três em fase de acabamento para entrega este ano.

Os estaleiros brasileiros trabalham para sete segmentos do mercado: apoio portuário – Construção de rebocadores para manobras de atracação de navios em portos e terminais marítimos especializados; Prorefam – Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo; Promef – Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro; Offshore – Construção de plataformas de produção de petróleo e sondas de perfuração; Cabotagem – Construção de navios porta-contêineres e graneleiros para transporte de mercadorias na ampla costa brasileira; Navegação fluvial e interior – Construção de comboios, balsas, empurradores, ferry boats e navios de passageiros para transporte em rios e travessias de baías e lagoas. Embarcações militares – Construção, para a Marinha do Brasil, de navios-patrulha, navios de escolta e uma frota de cinco submarinos, com a construção, em Itaguaí (RJ), de um estaleiro da Marinha do Brasil especializado para a construção de submarinos e base de apoio e, também, para manutenção da frota.

Os principais competidores da indústria naval internacional – Japão, Coreia do Sul e China – levaram mais de 30 anos para atingir níveis de competitividade. A construção naval brasileira já apresenta resultados em 14 anos de operação.

A política de conteúdo local vem sendo executada com bom senso e em parâmetros competitivos. É uma diretriz política do Estado brasileiro e uma regra da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em ambientes político e regulatório onde a Petrobras existe e cumpre sua missão de executora de concessões públicas das reservas brasileiras de petróleo.

Sem a construção naval brasileira, a Petrobras teria ainda mais dificuldades de conseguir nos prazos adequados os equipamentos, os navios e as estruturas flutuantes necessários para executar sua curva de produção de petróleo.

Os estaleiros brasileiros têm como acionistas alguns dos maiores grupos empresariais locais e internacionais, são parceiros e atuam em projetos conjuntamente com grandes empresas internacionais. Esses investidores acreditam na continuidade da política do governo brasileiro quanto ao conteúdo local dos projetos.

Entre os principais fornecedores dessa grande rede de suprimentos estão 17 grandes grupos, sendo 14 de capital internacional, listados entre os mil maiores do país.

Todo esse sistema, que gera emprego, renda, investimentos e tecnologia, tem sua viabilidade assegurada pelo conteúdo local. É a favor desse esforço que os estaleiros se posicionam, com compromisso econômico e político.

Fonte: Monitor Mercantil.

 

 

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