Notícias » Notícias Primeiro navio vertical do mundo explorará o fundo do mar

A estação terá 51 metros de altura e contará com
uma parte submersa e outra para fora da água
Foto: BBC Brasil
Um arquiteto francês apresentou publicamente o protótipo do que deve ser o primeiro navio vertical do mundo e que deve possibilitar ao homem uma nova maneira de explorar o fundo do mar. Jacques Rougerie, de 64 anos, diz que sua invenção, uma estação oceanográfica batizada de SeaOrbiter, será realidade “em um futuro próximo”.
Ele afirma já ter metade dos 35 milhões de euros necessários para a construção da estrutura, que, ao contrário das atuais estações submarinas, será móvel e poderá navegar pelos oceanos.
“Atualmente, os oceanógrafos só podem mergulhar por curtos períodos de tempo e depois têm de ser trazidos para a superfície. É como se fossem levados para a Amazônia e depois tirados de lá em um espaço de uma hora”, comparou. “O SeaOrbiter vai oferecer uma presença móvel permanente com uma janela para tudo o que está abaixo da superfície do mar.”
Plataformas
Segundo o projeto de Rougerie, a estação terá 51 metros de altura e contará com uma parte submersa e outra para fora da água. Equipamentos de navegação e comunicação ficarão acima da superfície, juntamente com uma plataforma de observação.
Os cientistas viverão debaixo d’água e haverá uma plataforma pressurizada de onde mergulhadores poderão partir em missão. O projeto conta ainda com a consultoria de Jean-Loup Chrétien, o primeiro astronauta da França, que está envolvido no design da estação.
O sistema anti-colisão da estrutura é baseado no que é atualmente utilizado na Estação Espacial Internacional. Rougerie, que dirige um carro-anfíbio, vive e trabalha em um barco e já passou 70 dias em uma expedição submarina, disse que as chances de o SeaOrbiter ser realmente construído “são de 90%”.
Um grande estaleiro francês já assinou sua participação no projeto, que também ganhou o apoio do presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Extraído do site Terra Colaboração Danúbia NoriBrasil quer ser potência na indústria naval
Em 1979, o Brasil chegou a ser o segundo fabricante de navios do planeta. Mas o término do financiamento oficial tirou o fôlego da indústria naval brasileira, que praticamente desapareceu.
A construção de navios, no Brasil, ganhou um apoio da ciência para voltar a ter uma posição de destaque no mundo. Em São Paulo, o repórter Ernesto Paglia mostra por quê.
O braço forte do robô faz um trabalho delicado e esculpe no bloco de isopor a miniatura do futuro navio que nasceu na tela do computador. Mais do que isso: inaugura um jeito novo de construir embarcações e ajuda o Brasil a superar um gargalo que ameaça o desenvolvimento dos próximos anos.
Veja aqui a reportagem veiculada no Jornal Nacional
Uma fatia muito importante da economia do Brasil vem do mar ou pelo mar. Por isso, o sucesso completo de setores fundamentais como a indústria do petróleo e o comércio exterior depende, em grande parte, da nossa capacidade de fazer bons navios. Navios resistentes e eficientes para enfrentar as ondas mundo afora.
Em 1979, o Brasil chegou a ser o segundo fabricante de navios do planeta. Mas o término do financiamento oficial tirou o fôlego da indústria naval brasileira, que praticamente desapareceu.
Hoje, o país gasta mais de R$ 22 bilhões por ano fretando navios estrangeiros para carregar nossas mercadorias.
Para diminuir esse prejuízo, R$ 9,5 milhões acabam de ser aplicados na modernização de um centro de engenharia naval de São Paulo. O dinheiro vem, quase todo, da indústria petroleira, obrigada por lei a investir em pesquisa e desenvolvimento.
Agora, o tempo de construção de maquetes para testes na água e no túnel de vento pode ser encurtado. Em vez de dois meses de serviço em um modelo feito à mão, uma semana, no máximo, de trabalho do robô.
Peças menores, como hélices, podem ser construídas, camada por camada, em uma espécie de impressora. Apenas 17 horas na máquina em vez de 45 dias na antiga bancada do artesão.
Uma corrida para atender à recuperação da indústria naval brasileira que, hoje, já tem encomenda de 70 navios e 3 plataformas. Serviço para mais de 45 mil empregos diretos só neste ano.
“A história mostrou que essa indústria naval, que tem uma importância muito grande, depende do domínio do conhecimento. Nós não seremos eficientes o suficiente se a gente não dominar o conhecimento tecnológico. Para aquele que vai comprar no primeiro momento, sairá mais barato comprar fora do país, mas para o país não, sairá mais caro”, explicou Carlos Padovezi, do Centro de Engenharia Naval – IPT.
Fonte: Globo.comNovo estaleiro pode gerar 7 mil vagas em Suape
O novo estaleiro naval a ser implantado no Complexo Industrial e Portuário de Suape será administrado pela empresa paulista Construcap e deverá entrar em operação no segundo semestre de 2011.
![]() Novo estaleiro vai ocupar uma área de aproximadamente 40 hectares em Suape, em um canal localizado próximo ao Estaleiro Atlântico Sul. Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press – 21/5/08 |
O protocolo de intenções para a instalação do empreendimento foi assinado ontem, pelo governador do estado, Eduardo Campos, e pelo vice-presidente da companhia, Roberto Capobianco. O investimento está estimado em cerca de R$ 200 milhões e deve gerar 7 mil empregos quando estiver funcionando.
O objetivo imediato é disputar a licitação de 28 plataformas de perfuração de petróleo em águas profundas, que está sendo realizada pela Petrobras. Essas plataformas, que em sua maioria serão utilizadas para a exploração do pré-sal, deverão ser construídas no Brasil, com percentual mínimo de componentes nacionais, e deverão ser entregues entre 2013 e 2017. Para cumprir esse prazo, a Construcap planeja iniciar a construção do estaleiro a partir do segundo semestre de 2010. A obra em si deve gerar cerca de 1.500 postos de trabalho.
O novo estaleiro vai ocupar uma área de aproximadamente 40 hectares em Suape, em um canal localizado próximo ao Estaleiro Atlântico Sul, o primeiro a se instalar no complexo. É a primeira empreitada da Construcap, empresa com 65 anos de atuação na construção civil e montagem industrial, no setor de armação. O grupo, contudo, tem realizado serviços para a própria Petrobras, como a construção da estação de tratamento de despejos industriais da Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul.
“Decidimos entrar nessa área de construção naval em função dos investimentos que a Petrobras está iniciando”, simplificou Capobianco. De acordo com ele, a capacidade de produção do estaleiro não está ainda definida. “Essa questão está vinculada aos contratos que vamos obter”, explicou. A obra, de acordo com ele, será realizada com financiamentos de bancos privados e públicos, além de recursos próprios da empresa.
Na entrevista realizada após a assinatura dos contratos (além do estaleiro, outros empreendimentos tiveram sua instalação anunciada), o governador Eduardo Campos confirmou a chegada do terceiro estaleiro a Suape. O nome das empresas envolvidas no empreendimento, porém, não foi ainda revelado. “O contrato deverá ser assinado até a quinta-feira da próxima semana. Só então poderemos anunciá-lo. Mas já está tudo fechado”, garantiu Campos.
Fonte: Diário de Pernambuco
