O primeiro submarino vai ao mar

Iniciado há 20 anos, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha (Prosub) vai lançar ao mar, em 12 de dezembro, o primeiro dos quatro submarinos convencionais previstos no acordo de cooperação firmado com a França, em 2008. A expectativa é que os demais fiquem prontos em 2020, 2021 e 2022.

Esse cronograma pode ser comprometido se houver cortes de orçamento, alerta o almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, comandante da Marinha. Com gastos originalmente previstos em R$ 2,6 bilhões por ano, o Prosub já passou por reduções orçamentárias, um dos fatores de atraso do projeto. Os submarinos convencionais acumulam atraso de três anos, em média. O quinto e mais aguardado, com propulsão nuclear, não tem data de entrega.

Fonte: Portos & Navios

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Short list para corvetas tem Enseada, Oceana, Vard e Wilson Sons

A Marinha selecionou quatro das nove propostas apresentadas pelos consórcios que disputam a construção de quatro corvetas classe Tamandaré para a força naval. A ‘short list‘, anunciada nesta segunda-feira (15), é formada pelos consórcios: “Águas Azuis”, “Damen Saab Tamandaré”, “FLV” e “Villegagnon”. Com a decisão, a construção desses navios está entre os estaleiros: Enseada (BA), Oceana (SC), Vard (PE) e Wilson Sons (SP). Os investimentos previstos para construção das quatro unidades são da ordem de US$ 1,6 bilhão. A Marinha informou que a decisão sobre a melhor proposta está prevista para dezembro de 2018.

Confira abaixo as empresas que compõem os consórcios que passaram para próxima etapa:


Consórcio “Águas Azuis”
 – Atech Negócios em Tecnologias S.A,  Embraer S.A e Thyssenkrupp Marine Systems GmbH, contando com as seguintes empresas subcontratadas: Ares Aeroespacial e Defesa S.A, Fundação Ezute, Oceana Estaleiro S.A, Omnisys Engenharia Ltda, SKM Eletro Eletrônica Ltda e WEG equipamentos elétricos S.A;

Consórcio “Damen Saab Tamandaré” – Damen Schelde Naval Shipbuilding B.V e Saab AB, contando com as seguintes empresas subcontratadas: Consub Defesa e Tecnologia S.A, Weg equipamentos elétricos S.A, e Wilson Sons Estaleiros Ltda;

Consórcio “FLV” – Fincantieri S.p.A, Leonardo S.p.A e Vard Promar S.A., contando com as seguintes empresas subcontratadas: Fundação Ezute e Ares Aeroespacial e Defesa S.A;

Consórcio “Villegagnon” – Naval Group (antiga DCNS), Enseada Indústria NavalS.A e Mectron S.A;

A escolha foi feita por intermédio da diretoria de gestão de programas da Marinha (DGePM), em coordenação com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). De acordo com a Marinha, as avaliações das propostas e o processo decisório observaram as práticas de governança e princípios aplicáveis à administração pública, com base nos critérios definidos na RFP 40005/2017-1.

 

Fontes: Portos e Navios

Você pode conhecer a Antártida com Cath Hew e o veleiro IceBrird!

Cath Hew, capitã do veleiro IceBird modelo Van the Stadt, que está atracado na Marina Itajaí, fará palestra na Univali, campus Itajaí, nesta quita-feira 11 de Outubro, no auditório 4 do Bloco de Farmácia!

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A Capitã, especialista em expedições polares, altamente profissional no assunto, contará em uma palestra exclusiva toda sua trajetória no mundo náutico e quando começou as primeiras expedições polares com seu veleiro IceBird adquirido em 2011 para altas latitudes.

O veleiro IceBird foi fabricado em estaleiro europeu com a mais alta tecnologia e especificação para viagens por águas da Antártica ao Ártico. Além disso, possui um mastro Aero-rig, em fibra de carbono, autoportante com 360º de rotação e 100 pés  de altura, facilitando totalmente o ajustes de velas de acordo com os ventos.

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O IceBird tem uma programação de viagens marcadas e você pode fazer parte desta tripulação! Descubra como nesta palestra, promovida pelo tecnólogo em Construção Naval da Univali, Noberto Coronel e com a presença ilustre da Capitã Kath Hew!

Entrada franca! 

 

Fonte: IceBird Expeditions

Ondas do mar são concentradas para gerar energia

Ondas do mar são concentradas para gerar energia

Esta é uma aplicação dos famosos mantos da invisibilidade às ondas do mar. [Imagem: Chunyang Li et al. – 10.1103/PhysRevLett.121.104501]

 

Concentração de ondas do mar

Esta estrutura de aparência um tanto simples é capaz de concentrar as ondas de água da mesma forma que uma lente concentra as ondas de luz.

Nos testes em laboratório, com apenas 10 cm de água no tanque, as ondas que atingem a estrutura até triplicam de altura quando alcançam sua zona central, enquanto, ao mesmo tempo, dificilmente são geradas ondas refletidas que poderiam anular as ondas entrantes.

Com as ondas concentradas em um ponto único, torna-se mais fácil usá-las para gerar eletricidade, o que promete viabilizar a utilização desse recurso de energia renovável em larga escala.

Invisibilidade para ondas de água

A energia das ondas pode ser concentrada simplesmente direcionando ondas para um canal que vai-se estreitando gradualmente entre duas paredes. Mas esse método também reflete grande parte da energia das ondas, produzindo ondas que se movem para trás, contra as ondas que chegam.

Por isso, Chunyang Li e seus colegas das universidades de Xiamen e Zhejiang, na China, foram buscar inspiração na engenharia óptica – ou óptica transformacional – para projetar uma estrutura que concentra as ondas com pouca reflexão.

Para isso, ele se juntou à equipe do professor Huanyang Chen, que há alguns anos vem construindo mantos de invisibilidade para lidar com ondas de luz – eles já criaram uma técnica para fazer com que um objeto se transforme em outro e ilusões de óptica para atravessar um espelho que lembram os feitos de Alice no País das Maravilhas.

Ou seja, a estrutura concentradora de ondas é mais uma aplicação prática dos metamateriais – a diferença é que, em vez de ondas de luz, a estrutura manipula as ondas de água.

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A concentração das ondas exige cálculos precisos da estrutura – cálculos baseados na matemática da óptica transformacional. [Imagem: Chunyang Li et al. – 10.1103/PhysRevLett.121.104501]

Concentração de ondas

O comprimento de onda das ondas de águas depende da profundidade. Li e seus colegas calcularam então que, se a profundidade diminuir de forma precisa entre a borda externa e a zona central, os reflexos de onda são praticamente eliminados para frequências específicas. Para ondas dessas frequências, um número inteiro de meios-comprimentos de onda se encaixa perfeitamente dentro dos canais ao longo da direção radial. Esse arranjo leva a um efeito de interferência de onda que suprime os reflexos.

A estrutura de teste tem 43 centímetros (cm) de raio, com uma profundidade da água decrescendo de 10 cm na borda externa até 3 cm na região central. No ponto central, as ondas têm uma altura 3 vezes maior do que quando entram.

A equipe já está trabalhando na construção de um protótipo maior, escalonado para permitir testes reais na captura de ondas do mar com o objetivo de gerar eletricidade. “Este trabalho é um grande passo para uma aplicação real perto da costa, e esperamos poder alcançar um muito maior no futuro próximo,” disse o professor Chen.

 

Fonte: Site Inovação e Tecnologia 

Atenção aos tanques de lastro

Em um caso recente, um navio pressurizou seus tanques de lastro para ajustar seu trim (diferença entre os calados de vante e ré) e satisfazer um determinado critério de estabilidade. A operação resultou em um alagamento inesperado de um porão danificando sua carga.

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Exemplo de dalas de porão (bilge well) 
Disponível em:https://www.brighthubengineering.com

Um navio estava trocando seu lastro durante a viagem e pressurizou alguns tanques de lastro de duplo fundo. Na chegada ao porto de destino descobriram que um de seus porões estava com uma quantidade de água considerável e que a carga estivada no fundo mesmo havia sido danificada.

O navio havia aberto, recentemente, vários elipses de tanques para inspeções de rotina.

Após o incidente, a tripulação descobriu que os alarmes de nível alto das dalas dos porões não estavam funcionando.

Uma vez que as investigações estão em prosseguimento, neste caso em particular, vale lembrar que tampas de elipses mal apertadas continuam sendo uma causa frequente de alagamento de porões e muitos destes, não todos, acontecem logo após docagens, quando oficinas de terra não apertaram adequadamente.

Se tampas de elipses de tanques de duplo fundo são removidas por o que quer que seja, recomenda-se que se tenha controle a respeito de quando e onde. Isto não apenas serve como lembrete, mas também serve para que se use em possíveis reclamações caso haja alagamentos.

Boas práticas de manutenção também devem ser usadas. As tampas e suas juntas devem ser inspecionadas com uma certa frequência e incluídas do Plano de Manutenção, relacionadas aos tanques de lastro, caso ainda não estejam.

Os alarmas das dalas dos porões devem ser testados regularmente, e qualquer anormalidade deve ser registrada e corrigida imediatamente.

Tradução de matéria publicada no site gCaptain.

Fontes: Portal Marítimo

Madeira artificial feita de plástico

Madeira de plástico

Madeira artificial de plástico

Ilustração do processo e fotos de toquinhos de madeira artificial de plástico. [Imagem: Zhi-Long Yu et al. – 10.1126/sciadv.aat7223]

A madeira é um dos materiais mais utilizados pela humanidade não apenas por estar largamente disponível e ser renovável, mas também por apresentar uma grande resistência aliada a uma baixa densidade.

Agora, químicos da Universidade de Ciência e Tecnologia da China desenvolveram uma técnica biomimética para fabricar “madeira de plástico”.

Mas se os plásticos representam um grande problema em relação ao meio ambiente, qual seria a vantagem de fabricar madeira artificial de plástico?

Zhi-Long Yu e seus colegas destacam pelo menos quatro: a madeira artificial não apodrece, é mais leve, apresenta melhor isolamento termal e pode ser fabricada com polímeros retardantes de fogo, como os usados nos revestimentos de fios e cabos elétricos.

“As madeiras poliméricas artificiais destacam-se mesmo em relação a outros materiais sintéticos, tais como materiais cerâmicos celulares e aerogéis, em termos de resistência específica e propriedades de isolamento térmico. Como uma espécie de material de engenharia biomimética, esta nova família de madeiras poliméricas bioinspiradas tem potencial para substituir a madeira natural em usos em ambientes agressivos,” escreveu a equipe.

Madeira polimérica: Uma madeira artificial feita de plástico

Insira uma legeEstrutura interna da madeira artificial, imitando a estrutura celular da madeira natural. [Imagem: Zhi-Long Yu et al. – 10.1126/sciadv.aat7223]

Como fabricar madeira artificial

As madeiras poliméricas bioinspiradas foram fabricadas com uma matriz de polifenóis, criando microestruturas celulares semelhantes às da madeira por meio de um processo de automontagem e termocura das resinas.

As resinas termoplásticas líquidas são inicialmente congeladas para preparar um “corpo verde”. Nesse processo, as moléculas passam por um processo de automontagem, que produz microestruturas que imitam a estrutura celular da madeira. A seguir, o material passa por uma termopolimerização para endurecer e produzir as madeiras poliméricas artificiais.

As madeiras artificiais têm uma grande semelhança com as madeiras naturais nas estruturas celulares em mesoescala e o processo permite controlar o tamanho dos poros e a espessura da parede para dosar a densidade e a resistência desejadas. De acordo com a equipe, o material apresenta propriedades mecânicas similares às da madeira real, ao contrário de tentativas anteriores, além de ser leve e de alta resistência.

A técnica também poderá ser utilizada partindo de outros nanomateriais, tais como nanofibras de celulose e óxido de grafeno.

 

Fonte: Site Informação e Tecnologia