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Boat’n Box – Kits para construção de pranchas de Stand Up Paddle

A prática do Stand Up Paddle vem se popularizando em todos os lugares e a oferta de pranchas também, seja como esporte ou apenas como lazer. Os motivos são vários, podendo se destacar o fato de ser acessível a crianças, jovens, adultos e idosos, aproximando as pessoas da natureza, ao mesmo tempo que proporciona uma atividade física cuja intensidade de esforço é o praticante quem determina. É ainda, uma atividade que pode ser praticada em quase qualquer meio aquático, seja no mar, lagos ou rios, dependendo das condições de segurança do local e do praticante. A maior parte das pranchas são fabricadas em bloco de espuma de poliuretano.  Muitas são construídas em madeira, existindo ainda, a opção das infláveis. Todas resultam em belas pranchas, com respectivas  características.

Um dos entraves para a maior democratização da prática de stand up paddle (SUP), com certeza, é o custo da prancha, que para muitos brasileiros torna esse sonho mais difícil de realizar. Foi pensando nessas questões que dois professores universitários de Santa Catarina focaram sua atenção no desenvolvimento de uma nova proposta para o mercado de pranchas de stand up paddle. Criaram a empresa Boat’n Box,  voltada ao desenvolvimento e venda de kits para construção de pranchas ocas de madeira e pequenas embarcações, sendo essa construção realizada pelo próprio cliente.

A filosofia de trabalho da Boat’n Box é oferecer um produto de fácil montagem, divertido de fazer, customizável, e principalmente, mais barato, tornando-o mais acessível ao público. A técnica de montagem é símples e relativamente facil,  acessível a qualquer pessoa com um mínimo de habilidade manual e de ferramentas. O kit de cada projeto contém a matéria-prima necessária para a construção da prancha:  as peças em madeira já cortadas, a resina epóxi, o tecido de fibra de vidro, entre outros componentes menores. Para possibilitar o trabalho de construção é disponibilizado um manual completo do tipo passo-a-passo e um canal de comunicação para sanar dúvidas e obter mais orientações.

Para quem quiser conhecer a proposta  da empresa, nos dias 18 e 19 de julho,  a Boat’n Box apresentará o produto na praia, diretamente ao público interessado, durante o evento Porto Belo Stand Up Paddle Festival – VI Etapa Circuito Catarinense, que acontecerá no município de Porto Belo.

O primeiro kit que será disponibilizado para vendas é o da prancha Zimbros 320, adequada para remadores de até 100 kg. As vendas do modelo Zimbros 320  devem iniciar em 15 de julho pelo site da empresa www.boatnbox.com.br. Mais informações: (47)99055340 ou  (47)99189954. Email: contato@ boatnbox.com.br

Fonte: Empresa Boat’n Box

Navios sem tripulação na próxima década?

Vêm aí os navios sem tripulação

O custo de fabricação e os custos operacionais dos navios sem tripulação prometem ser menores do que os navios com marinheiros. [Imagem: Rolls Royce/Divulgação]

Navios autônomos

Os carros sem motoristas andam muito em moda, mas muitos especialistas argumentam que eles logo farão companhia na história aos carros voadores, que nunca decolaram. Isto porque os primeiros testes, apresentados inicialmente como êxito integral, dependem de uma preparação prévia ainda muito distante da praticidade – por exemplo, uma filmagem detalhada de toda a via e a programação de trajetos precisos, sem contar o cuidado para que as condições iniciais não sofram alterações.

Mas talvez o problema não seja tão complicado com os navios, que poderão se tornar “sem comandantes” da mesma forma que os aviões praticamente se tornaram “sem pilotos”. Engenheiros do projeto europeu MUNIN (Maritime Unmanned Navigation through Intelligence in Networks) acreditam que navios sem tripulação são mais factíveis porque as rotas marinhas são muito mais livres e menos sujeitas a mudanças do que as ruas de uma cidade. Por isso eles trabalham com uma agenda para que os primeiros navios de 200 metros de comprimento rodem autonomamente pelos mares na próxima década.

Autonomia por meio-período

São oito parceiros da indústria e da academia trabalhando em conjunto para recriar todos os sistemas necessários ao navio de forma que eles funcionem sem intervenção humana.Na verdade, sem intervenção humana no próprio navio, já que o sistema, para ser confiável e seguro, depende por hora de uma conexão de banda larga de 4 Mbits.

“Não há muitos dispostos a acreditar, mas se os parceiros do projeto conseguirem superar os desafios nos quais estamos trabalhando, navios como estes poderão na verdade ser mais seguros do que muitos dos que estão no alto mar hoje,” disse Ornulf Rodseth, coordenador do projeto. “O erro humano, no todo ou em parte, é a causa de mais de 75% dos acidentes com embarcações hoje.”

Os primeiros dados indicam que os navios sem tripulação poderão viajar mais lentamente, economizando até 50% de combustível. Rodseth afirma que a adoção dos navios autônomos deverá ser gradual, com as tripulações podendo ir dormir à noite, por exemplo, deixando a embarcação navegar de forma autônoma por meio-período.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Indústria naval brasileira está consolidada, diz coordenador do Ipea

O crescimento da indústria naval brasileira em torno de 19,5% ao ano desde 2000, somado a investimentos que alcançam quase R$ 150 bilhões, consolidaram o setor no país. A opinião é do coordenador de Infraestrutura Econômica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Campos Neto.

– Esses investimentos significam que a indústria naval está consolidada no país.

Com base em contratos já firmados ou previstos para o desenvolvimento do pré-sal e também sobre as descobertas e perspectivas para águas profundas no Nordeste, Campos Neto disse à Agência Brasil que há demanda para investimentos no setor pelos próximos 25 anos.

– Existe demanda para a indústria naval para os próximos 25 anos – disse.

Segundo Campos Neto e seu parceiro em um estudo sobre o ressurgimento da indústria naval no Brasil, o técnico de Planejamento e Pesquisa, Fabiano Pompermayer, a demanda identificada para esse período está em torno de R$ 220 bilhões.

O estudo do Ipea foi apresentado hoje na Marintec South America – 11ª Navalshore, no Rio de Janeiro. Esse é considerado o principal encontro estratégico para a indústria naval e offshore da América Latina. Ele engloba representantes de mais de 17 países, 380 marcas expositoras e 12 pavilhões internacionais.

Carlos Campos Neto salientou a importância dos investimentos da Petrobras no processo de retomada do setor naval.

– O que fez ressurgir a indústria naval e o que vai sustentá-la pelos próximos 25 anos é fortemente a indústria de petróleo e gás offshore (exploração em alto mar) – comentou.

O estudo mostra que o apogeu da indústria naval brasileira ocorreu na década de 1970, iniciando-se declínio nos anos 80, até quase a extinção do setor, na década seguinte. O economista avaliou que os erros cometidos no passado, entre os quais se destaca a gestão do Fundo de Marinha Mercante (FMM), não serão repetidos.

– Eles não estão sendo cometidos.

Campos Neto salientou que a indústria naval brasileira não será competitiva, porém, em todos os segmentos. Na área da construção de navios petroleiros, por exemplo, o Brasil não vai conseguir concorrer, em termos de preços e custos, com a China ou a Coréia. Por outro lado, o Brasil vai bem na produção de embarcações de apoio, plataformas offshore e navios sonda.

– Nosso nicho de mercado, onde o Brasil tem se estruturado e desenvolvido melhor, é nesses três segmentos, que têm muita tecnologia embarcada. Isso para nós é muito bom.

Setor precisa de um novo modelo de negócios, defendem entidades

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), a Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav) e a Associação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) defendem a criação de um novo modelo de negócios para que o segmento da indústria atenda a demanda por plataformas de petróleo previstas para os próximos anos. Lideranças das entidades fizeram uma manifestação conjunta durante a Marintec South America – 11ª Navalshore, evento que acontece até esta quinta-feira no Centro de Convenções SulAmerica, no Rio de Janeiro.

– Precisamos de um modelo de negócios que possibilite a construção local de um estoque de cascos de plataformas, em ação integrada entre estaleiros locais e internacionais – disse Ariovaldo Rocha, presidente Sinaval.

Segundo ele, “isto é necessário diante do desafio de atender a demanda futura por 56 novas plataformas até 2030, com grande concentração de entregas até 2025. Uma das soluções são projetos padronizados de sistemas de produção. No Brasil já temos projeto modelo de plataforma que são as replicantes em construção no Rio de Grande do Sul”, acrescentou.

É necessário que os estaleiros assumam uma posição como contratantes líderes que mobilizam sua rede de fornecedores e de sistemas de financiamento para a construção dos diversos elementos, do casco aos grandes sistemas dos módulos de produção. Assim como compreender que a participação na alavancagem ao financiamento da produção é fundamental.

– Além disso, temos o desafio de ampliar a formação de mão-de-obra para atuar nas 380 novas embarcações previstas. Estamos fazendo um trabalho com a Marinha para a formação de oficiais – disse Ronaldo Lima, presidente da Abeam.

A proposta das entidades vem ao encontro as sugestões feitas pelas petroleiras internacionais em evento realizado em Moscou, na Rússia, quando defenderam a urgente necessidade de enfrentar a questão dos custos crescentes.

– Temos no momento um foco na busca pela competitividade. A nossa sustentabilidade só vai acontecer quando isso for concreto. Assim nos tornaremos uma referência internacional – afirmou Augusto Mendonça, presidente da Abenav.

Os modelos de negócios atualmente operantes para fornecimentos de plataformas de produção de petróleo são: Construção total da plataforma no Brasil; Construção parcial no Brasil – integração de módulos em cascos convertidos no mercado internacional; Construção local de cascos com sub-blocos e partes fornecidos por estaleiros internacionais; Contratação de afretamento da plataforma integralmente construída no mercado internacional.

– Existem reuniões e contatos sobre como conduzir soluções para que a construção naval brasileira possa atender da melhor forma possível a Petrobras para cumprir as metas de produção de petróleo. O Sinaval está totalmente empenhado nessa tarefa – concluiu Rocha.

 

Fonte: Monitor Mercantil.

Indústria naval deve faturar US$ 17 bi por ano até 2020

De uma indústria em vias de extinção a um setor que deverá empregar cerca de 100 mil pessoas até 2017 e faturar 17 bilhões de dólares anualmente até 2020, segundo dados das entidades da área. Este é o retrato da década de renascimento da indústria naval brasileira, que saltou de 14 embarcações encomendadas em 2002 para 108 em 2012. O desafio agora, em vez de sobreviver, é alcançar a competitividade no mercado global.O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça, anunciou que a expansão da produção de petróleo no pré-sal vai repercutir no crescimento da indústria naval brasileira. Segundo o empresário, a produção dobrará para 20%, até 2020, a participação da indústria de petróleo e gás no Produto Interno Bruto (PIB) e levará a indústria naval e offshore (exploração em alto mar) brasileira a faturar em torno de US$ 17 bilhões por ano no período.

Augusto Mendonça afirmou que “a fotografia atual vislumbra um futuro promissor para a indústria naval e para o setor de petróleo no País”. Completou ainda que a garantia de tudo isso é o tamanho da reserva no pré-sal, que, segundo ele, “coloca o Brasil entre as cinco ou seis maiores reservas do mundo”. Ele fez questão de ressaltar que o petróleo responde por cerca de 95% da indústria naval nacional, e a maior parte está relacionada à exploração em alto mar (offshore).

A afirmação do presidente da Abenav está sustentada na perspectiva apontada no Plano de Negócio da Petrobras para os próximos 10 anos. Dentre as obras a serem construídas em estaleiros do País até 2020, estão 38 plataformas de produção, 28 sondas de perfuração marítima, 49 navios-tanque e 568 embarcações de apoio. Ele lembrou que houve investimento no desenvolvimento de profissionais para a indústria naval e offshore.

Competitividade

A indústria naval engloba três segmentos: a fabricação de navios, a fabricação de embarcações de apoio à produção e a construção de plataformas de perfuração e produção. O presidente da Abenav disse que o grande desafio da indústria naval e offshore é a competitividade. “Temos que fazer com que a nossa indústria tenha competitividade internacional”.

De acordo com ele, o volume de encomendas no Brasil é suficiente para desenvolver a indústria em base competitiva. “Ou seja, quando alguém, amanhã, pensar em comprar uma plataforma, com certeza vai querer comprar no Brasil”, ressaltou.

Augusto Mendonça revelou que a carteira atual de encomendas dos estaleiros brasileiros inclui 373 embarcações. Ele destacou ainda a construção, até 2020, de 90 plataformas de produção, que vão entrar em operação até 2025. Isso, segundo ele, significa US$ 120 bilhões. “É um número pequeno de unidades, mas tem valor agregado enorme para o País”, declarou.

No tocante à competitividade no mercado mundial, o coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), Paulo Sergio Rodrigues Alonso, considera que a indústria naval do Brasil alcançará excelência internacional em até dez anos.

“Os benefícios da consolidação de uma indústria naval forte, moderna e produtiva são permanentes. A indústria está avançando e realizando parcerias com sócios internacionais importantes. Dentro de sete a dez anos, o país poderá ter o mesmo grau de excelência dos melhores estaleiros da Coreia do Sul e do Japão desde que sejam superados desafios como a melhoria do planejamento e gestão e da produtividade, a integração das cadeias de suprimento, o investimento em pessoal, a modernização da construção e montagem e o resgate da engenharia industrial” afirmou o executivo, que também é assessor da presidência da Petrobras para Conteúdo Local.

No momento, o setor naval possui 400 projetos com financiamento aprovado, de acordo com o jornal Valor Econômico. O BNDES é o maior financiador. Só de navios da Transpetro são 30 unidades financiadas pelo banco, em recursos do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef 1 e 2). No primeiro semestre deste ano, as operações contratadas pelo BNDES somam R$ 8,02 bilhões para as embarcações da Transpetro, além de R$ 3,41 bilhões destinados aos estaleiros onde serão construídos os navios da empresa.

Na última semana, o presidente da Petrobras Transporte (Transpetro), Sergio Machado, garantiu que não haverá retrocessos. “No passado, quando deu carrapato no boi, ao invés de matar o carrapato, matamos o boi. Isso não vai voltar a acontecer”, afirmou Machado, segundo o portal Petronotícias.

 

Fonte: Portal Vermelho.

Exoesqueleto dá força sobre-humana a trabalhadores de estaleiro

Exoesqueleto dá força sobre-humana a trabalhadores

[Imagem: Daewoo]
 

Operário biomecatrônico

Os trabalhadores que vão construir um dos maiores navios do mundo vão contar com a ajuda de exoesqueletos robóticos que os permitirão carregar peças de até 100 quilogramas (kg) como se elas não pesassem nada. O exoesqueleto se encaixa em qualquer pessoa entre 1,60 e 1,85 metro de altura.

Os trabalhadores não sentem o peso da armação de 28 kg de fibra de carbono, ligas de alumínio e aço, uma vez que a estrutura se autossustenta e foi projetada para seguir os movimentos do trabalhador por meio de sensores. As baterias dão ao exoesqueleto uma autonomia de 3 horas.

Quadros especiais projetados para tarefas específicas podem ser anexados à mochila, algumas passando sobre a cabeça ou os ombros do trabalhador, como no caso do pequeno guindaste mostrado na imagem.

Além de aumentar a capacidade de elevação de carga, o traje robótico ajuda os trabalhadores a manipular componentes pesados com precisão, já que as manobras são feitas como se eles estivessem manuseando um objeto virtualmente sem peso.

Super Operário

No estaleiro, que está sendo montado na Coreia do Sul, alguns trabalhadores já podem ser vistos vestidos com a roupa robótica, que está em fase final de testes, conduzidos pela Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering.

A empresa, um dos maiores construtores navais do mundo, afirma querer dar um salto tecnológico na sua linha de produção dando uma “força sobre-humana” aos seus trabalhadores.

A equipe está trabalhando para melhorar os protótipos para que eles possam entrar em uso regular no estaleiro, onde robôs industriais já executam uma grande parte de um sistema de montagem que é extremamente complexo.

Gilwhoan Chu, engenheiro-chefe do projeto, afirma que o teste piloto mostrou que o exoesqueleto de fato ajuda os trabalhadores a executar suas tarefas – o protótipo só podia levantar 30 kg.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Japoneses ampliam investimentos no Brasil

Durante a feira marítima Marintec/Navalshore, no Rio, estão sendo intensos os contatos entre empresários brasileiros e internacionais. A mostra reúne expositores de 17 países, que estão estabelecendo associações e fazendo negócios. A Zona Franca de Manaus quer atrair indústrias de peças navais, e a Korea International Trade Association fez acordo para troca de tecnologia. O presidente do Sindicato Nacional da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, se encontrou com dirigentes do Uruguai, que pretendem assinar parcerias com os brasileiros. Nesta quarta-feira, Rocha recebeu dirigentes da fabricante de motores Daihatsu, do grupo Toyota, que já fornece motores para o Brasil. Fala-se em possível fábrica no Rio.

Na oportunidade, Máximo Alves, do grupo UTC, garantiu não haver possibilidade de insucesso na construção de navios-sonda no Brasil, pois os estaleiros contam com tecnologia de primeira linha. Nada menos de quatro grandes grupos japoneses já investem na construção naval brasileira e, nos últimos dias, foram intensificados contatos, que poderão resultar na entrada de acionistas japoneses em empreendimentos nacionais. No momento, a Ishikawajima tem participação no pernambucano EAS; a Kawasaki no estaleiro Enseada (BA); a Toyo no EBR e a Mitsubishi no ERG, esses dois últimos localizados no Rio Grande do Sul. A partir de relatos positivos desses quatro investidores, outros grupos poderão desembarcar no país.

Sobre competitividade, Rocha destacou que o Brasil se ombreia com a Europa e tem custo 30% superior ao dos asiáticos – mas frisou que nosso câmbio está contido e que ninguém sabe qual o grau de subsídio de coreanos e chineses. O Sinaval enviará documento aos presidenciáveis, mostrando não só a necessidade de se preservar as encomendas aos estaleiros, como citando a importância de se ter marinha mercante brasileira, que encomende navios no país. Em relação à necessidade de o Brasil escolher um ou outro tipo de navio para ser competitivo, Rocha contestou, dizendo ser sugestão de neófitos. Explicou que há estaleiros especializados em petroleiros, em barcos de apoio, em navios de gás, plataformas e navios-sonda, e que a construção naval deverá continuar com múltiplas opções para os clientes.

 

Fonte:Monitor Mercantil.

Frente Parlamentar contra verba oficial para o Eisa

O presidente da Frente Parlamentar da Indústria Marítima, deputado Edson Santos (PT-RJ), declarou, na abertura da 11ª. Marintec/Navalshore, no Rio, ser contra a injeção de dinheiro público para resolver a crise do estaleiro carioca Eisa, que está paralisado há dois meses. Santos, que tem base eleitoral na construção naval, disse saber que haverá sofrimento para metalúrgicos, mas frisou que o setor está bem e não se justifica concessão de subsídios aos acionistas dessa empresa. Dessa forma, deu a entender que os problemas do Eisa são oriundos da gestão empresarial, a cargo do grupo Sinergy, de German Efromovich – e não decorrentes de crise ampla no setor. Essa frente é composta por 220 deputados federais e 11 senadores. O Sindicato da Construção Naval (Sinaval) acaba de publicar balanço, no qual mostra que o setor conta com 381 obras, no valor de R$ 110 bilhões e, portanto, o problema do Eisa – como da gaúcha Iesa – é localizado.

Defensor da construção naval, Santos concordou com outros dirigentes – como Sérgio Machado, presidente da Transpetro – ao dizer que a construção naval precisa melhorar sua eficiência. Comentou que após o ressurgimento, o setor se comportou de forma espetacular, mas que agora é necessário reduzir seus custos, para que a política de conteúdo local, além de contribuir para geração de emprego e renda, não onere as empresas contratantes. Santos criticou duramente a decisão da Petrobras de, em recente concorrência, só contratar cinco barcos de apoio nacionais e optar por 23 barcos usados do exterior, ainda beneficiados por estar o dólar barato, devido a ação do Banco Central.

O presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, revelou que o setor gera 82 mil empregos diretos e possivelmente beneficia 700 mil pessoas – contando-se familiares dos empregados e a indústria de navipeças. Em um recado ao novo governo, revelou Rocha que o setor precisa de continuidade. Opositor de Eduardo Vieira na última eleição para a Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Rocha ironizou, ao dizer, em plenário, que, em 11 edições dessa feira, é a primeira vez em que Vieira aparece. O titular da Firjan retrucou, ao citar que ganhou a inimizade do então presidente da Petrobras, Francisco Gross, em 2002, ao se posicionar de forma dura contra a importação da plataforma P-50, no Governo FHC. Para Vieira, a construção naval tem de definir segmentos em que tem condições de competir, pois dificilmente será eficiente em todos os tipos de navios. Em meio às preocupações sobre competitividade, Sérgio Machado salientou que agora os estaleiros precisam focar na melhoria de gestão.

Praticagem barata

A tabela com os valores com os novos preços de praticagem para várias ZPs foi divulgada pela Comissão Nacional para Assuntos de Praticagem (Cnap), há dias. Especialistas em navegação acham que a Cnap errou a mão. Há reduções de mais de 40% nos preços dos serviços, em uma das Zonas de Praticaem (ZPs). Acham, técnicos isentos, que a Cnap deveria ter ouvido mais a própria praticagem e os contratantes de seus serviços, para chegar a valores menores do que os que vinham sendo praticados, porém, realistas, compatíveis com as exigências do serviço.

Teme-se que essas reduções significativas em excesso possam comprometer uma relação que já era tensa entre práticos e contratantes dos serviços, sobretudo no setor de oil and gas, que é um demandante intensivo da praticagem, em especial no Rio de Janeiro.

Por incrível que possa parecer, a nota acima não teve como fonte qualquer pessoa ligada à praticagem, mas especialistas independentes, que consideraram a decisão da Cnap drástica demais – e afastada da realidade, podendo gerar mais atritos entre armadores e práticos.

Preço da gasolina

Em entrevista coletiva, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, declarou com clareza que a política da empresa é a de ter seus preços alinhados com os do mercado internacional.

Salvo engano, essa foi exatamente a linha adotada na gestão do tucano FHC. Ao chegar ao poder, Lula anunciou, junto com José Sérgio Gabrieli, que um alinhamento imediato era burrice, pois transmitia altas episódicas. Assim, a direção da Petrobras pleiteia a volta ao passado e desaprova a política adotada com Lula e mantida por Dilma.

 

Fonte: Monitor Mercantil.

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