Madeira artificial feita de plástico

Madeira de plástico

Madeira artificial de plástico

Ilustração do processo e fotos de toquinhos de madeira artificial de plástico. [Imagem: Zhi-Long Yu et al. – 10.1126/sciadv.aat7223]

A madeira é um dos materiais mais utilizados pela humanidade não apenas por estar largamente disponível e ser renovável, mas também por apresentar uma grande resistência aliada a uma baixa densidade.

Agora, químicos da Universidade de Ciência e Tecnologia da China desenvolveram uma técnica biomimética para fabricar “madeira de plástico”.

Mas se os plásticos representam um grande problema em relação ao meio ambiente, qual seria a vantagem de fabricar madeira artificial de plástico?

Zhi-Long Yu e seus colegas destacam pelo menos quatro: a madeira artificial não apodrece, é mais leve, apresenta melhor isolamento termal e pode ser fabricada com polímeros retardantes de fogo, como os usados nos revestimentos de fios e cabos elétricos.

“As madeiras poliméricas artificiais destacam-se mesmo em relação a outros materiais sintéticos, tais como materiais cerâmicos celulares e aerogéis, em termos de resistência específica e propriedades de isolamento térmico. Como uma espécie de material de engenharia biomimética, esta nova família de madeiras poliméricas bioinspiradas tem potencial para substituir a madeira natural em usos em ambientes agressivos,” escreveu a equipe.

Madeira polimérica: Uma madeira artificial feita de plástico

Insira uma legeEstrutura interna da madeira artificial, imitando a estrutura celular da madeira natural. [Imagem: Zhi-Long Yu et al. – 10.1126/sciadv.aat7223]

Como fabricar madeira artificial

As madeiras poliméricas bioinspiradas foram fabricadas com uma matriz de polifenóis, criando microestruturas celulares semelhantes às da madeira por meio de um processo de automontagem e termocura das resinas.

As resinas termoplásticas líquidas são inicialmente congeladas para preparar um “corpo verde”. Nesse processo, as moléculas passam por um processo de automontagem, que produz microestruturas que imitam a estrutura celular da madeira. A seguir, o material passa por uma termopolimerização para endurecer e produzir as madeiras poliméricas artificiais.

As madeiras artificiais têm uma grande semelhança com as madeiras naturais nas estruturas celulares em mesoescala e o processo permite controlar o tamanho dos poros e a espessura da parede para dosar a densidade e a resistência desejadas. De acordo com a equipe, o material apresenta propriedades mecânicas similares às da madeira real, ao contrário de tentativas anteriores, além de ser leve e de alta resistência.

A técnica também poderá ser utilizada partindo de outros nanomateriais, tais como nanofibras de celulose e óxido de grafeno.

 

Fonte: Site Informação e Tecnologia

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Circuito ANI de Regatas de Veleiros Oceânicos 2018!

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Sábado, 18 de Agosto, acontecerá a 3º etapa da Regata de Veleiros Oceânicos, organizada pela ANI, Associação Náutica de Itajaí, na praia de Cabeçudas (Itajaí-SC). Esta regata, tem o intuito de confraternizar os apoiadores da associação e trazer experiências comprovadas para quem sabe, ao longo dos próximos anos, realizar outros eventos na categoria. As primeiras duas etapas aconteceram em março na praia de cabeçudas e abril, velejada até Porto Belo – SC. A última etapa do circuito está prevista para Novembro.

O Blog NavalUnivali entrevistou o Sr. Leonardo Specorte Russi, coordenador de esportes náuticos e responsável pela organização desta etapa, para saber mais sobre essa regata, seus objetivos e regras, além dos quesitos de segurança e normas.

Confira a entrevista:

Blog: Quem deu origem a regata oceânica e qual a real intenção da mesma para a associação?
Russi: O apoiador Rodrigo Marques deu origem visando neste primeiro ano a integração dos apoiadores da ANI, e criamos um circuito de regatas oceânicas com 04 etapas neste ano, originando um ranking que será premiado no final do ano. 

Blog: Qual será o percurso da regata na costa de Itajaí?
Russi: A regata terá um raia em trapézio em frente a praia de cabeçudas, com 04 voltas para a classe regatas e 02 voltas para as classes bico de proa 1 e 2.

Blog: A regata possui regras de uma regata náutica oficial?
Russi: Sim. A regata será regida pelas regras da ISAF, seguindo critérios criados por nós.

Blog: Quais são as regras básicas que os capitães e sua tripulação devem realizar no decorrer da regata?
Russi: A orientação de largada e percurso é determinada pela Comissão de regatas, onde haverá procedimento de largada, respeitando as bandeiras hasteadas, e cada comandante deverá seguir o trajeto pré determinado pela CR.
Os comandantes devem seguir as regras levando em consideração a segurança de sua embarcação, tripulação e dos demais barcos em competição. 

Blog: Quantas embarcações participarão deste evento?
Russi: Serão 15 veleiros divididos em três classes: Regata, bico de proa 1 e bico de proa 2.

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Blog: Como é julgada a prova que determina o vencedor de cada modalida?
Russi: Por ordem de chegada, quem fizer a menor pontuação nas regatas programadas será o vencedor da etapa. 

Blog: Quantas etapas terão essa regata ao longo do ano?
Russi: O circuito ANI de regatas de veleiros oceânicos terá neste ano 04 etapas, sendo a última etapa em 10/11 quando serão premiados os campeões das classes.

Blog: Esta regata tem autoriação especifica da Capitania dos Portos (Marinha) ?
Russi: Sim, toda regata deve obedecer as regras da NORMAM-03.

Blog: A equipe de velejadores oficial de Itajaí também participa desta regata?
Russi: O Itajai Sailing Team participou da primeira regata apenas. 

Blog: Todos os veleiros podem participar ou somente os associados da ANI?
Russi: Não, apenas barcos de apoiadores.

Blog: No quesito ” segurana ao mar” como está definido este item durante a realização do evento?
Russi: Segundo as normas da NORMA-03 da Marinha do Brasil.

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Além de dar total apoio a ANI e divulgar e compartilhar conteúdo interativo que diz respeito a associação, o blog NavalUnivali irá acompanhar a regata de perto, embarcando como tripulante em um dos veleiros da competição. Acompanhe-nos em nosso Instagram: @blognavalunivali para ficar por dentro de tudo que vai rolar nesta competição que promote um show á parte das áreas das praias de Itajaí e Navegantes!

Fique por dentro:  ANI 

 

Piratas armados rendem tripulação e invadem navio de bandeira italiana na costa de SP

Homens armados invadiram o navio ‘Grande Francia’, de bandeira italiana, a 15 quilômetros do acesso ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Tripulantes estrangeiros foram rendidos, e o comandante pediu socorro via rádio. A bordo, estava 1,3 tonelada de cocaína, informou a Polícia Federal nesta segunda-feira (13). Uma investigação foi aberta para determinar se o grupo embarcou a droga.

A invasão ocorreu no domingo (12), enquanto o navio, da armadora Grimaldi, estava no Fundeadouro 4. Trata-se de uma área, na Barra de Santos, onde os cargueiros aguardam ancorados a liberação para acessar o cais e atracar em um terminal.

Invasão e droga a bordo:

Polícia Federal investiga se o carregamento de cocaína – ou parte dele – foi içado durante a madrugada;

A Polícia Federal e a Marinha do Brasil alegam condições de ressaca do mar para não ir ao navio;

Os tripulantes estrangeiros ficaram trancados em área segura, monitorando de longe a invasão;

Os tripulantes não conseguiram ver o que os invasores fizeram a bordo durante aproximadamente 2h;

Não há registros de invasão a cargueiro do Porto de Santos, pelo menos, nos últimos 20 anos;

Ao menos quatro pessoas foram a bordo do navio; há suspeita outros envolvidos no barco de apoio;

Pelo menos quatro homens com armas em punho conseguiram subir ao convés (cobertura superior) do navio. A suspeita é que eles tenham utilizado uma corda com um gancho, que foi lançada e ficou presa a uma das grades das aberturas localizadas na área frontal (proa).

Diferentemente da maioria dos navios, as laterais do ‘Grande Francia’ são seladas, uma vez que a embarcação (do tipo Ro-ro) é destinada ao transporte de veículos. Entretanto, esse cargueiro também movimenta contêineres, que foram os alvos dos criminosos. Continuar lendo

Regulamentação da praticagem será discutida em audiência na Câmara

Arquivo/Divulgação Conapra

          A comissão de desenvolvimento econômico, indústria, comércio e serviços da Câmara dos Deputados realiza audiência pública, nesta quinta-feira (9), para discutir o projeto de lei 8535/17, que determina que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) regulamente o serviço de praticagem, incluindo fixação de preços e fiscalização do serviço. A proposta, do deputado Julio Lopes (PP-RJ), está em análise na comissão. Hoje, existem 22 zonas de praticagem e 523 práticos em atividade no Brasil. A praticagem é realizada no Brasil desde 1808 e atualmente é regulada pela Lei de Segurança do Transporte Aquaviário (9.357/97) e pelo Decreto 2.596/98.

          A audiência ocorrerá no plenário 5, a partir das 9h30. Foram convidados para discutir o assunto, a pedido do deputado Vinícius Carvalho (PRB-SP): Mario Povia (diretor-geral da Antaq); vice-almirante Roberto Gondim Carneiro da Cunha (diretor de Portos e Costas da Marinha); Claudio Loureiro de Souza (diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação — Centronave; Marco Ferraz (presidente da Associação Brasileira dos Cruzeiros Marítimos — Clia Brasil); Gustavo Martins (presidente do Conselho Nacional de Praticagem — Conapra); e Otávio Fragoso (Federação Nacional dos Práticos —  Fenapraticos.

 

Fonte: Site Portos e Navios

Associação Náutica de Itajaí é contemplada com doação do Criança Esperança para 2019!

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A notícia foi recebida com muita alegria na ANI, fomos uma vez mais agraciados pelo esforço do trabalho executado com muito amor e carinho com as crianças e adolescentes que frequentam os projetos desenvolvidos pela entidade.

Saiu a lista do Criança Esperança 2019 e estamos lá, representando Itajaí e Santa Catarina junto ao programa da UNESCO.

O programa auxilia entidades do terceiro setor que atendem crianças e adolescentes em risco social, e doa anualmente verbas para a manutenção dos diversos projetos contemplados.

Fonte: ANI Itajaí SC

Fundada em janeiro de 2002, a Associação Náutica de Itajaí – ANI – é uma ONG que nasceu do sonho do casal Vilmar e Higina Brás; velejadores de Itajaí que realizaram a volta ao mundo a bordo do veleiro Jornal ( http://www.veleiro.net/jornal/ ) em 55 meses de viagem e 32.000 milhas náuticas navegadas. Juntamente com a realização deste feito náutico notável, Vilmar e Higina trouxeram a experiência internacional da valorização e do potencial do ambiente náutico para a formação dos jovens.  Continuar lendo

Setor naval para de demitir, aponta pesquisa

Depois de perder mais de 50 mil vagas de trabalho nos últimos quatro anos, a indústria naval deve seguir sem demissões significativas até o final de 2018. É o que revela a pesquisa “Perspectivas e Negócios da Indústria Naval Brasileira”, iniciativa do portfólio de Infraestrutura da UBM Brazil, uma das maiores promotoras de eventos B2B do mundo, que mapeou as perspectivas de trabalho e negócios do setor com base nos profissionais e empresários que visitaram, entre 2015 a 2017, a Marintec South America, principal feira do setor naval e offshore realizada no Brasil.

A pesquisa, feita no mês julho, entrevistou 43 profissionais da cadeia da indústria naval e offshore, dos segmentos da construção naval, consultoria e projetos, fornecedores de equipamentos e produtos, e apontou que 73% dos gestores não pretendem dispensar colaboradores neste ano. A pesquisa, que foi concentrada nas capitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e no Distrito Federal, revelou ainda que 49% dos entrevistados pretendem realizar novas contratações.

O especialista e consultor da Ivens Consult, Ivan Leão, entende que o número reflete a estabilização no volume de empregos. “A construção naval já atingiu seu chão, deve manter a faixa dos 30 mil empregos diretos e voltar a contratar a partir de 2019”, defende.

Leão acrescenta que a preocupação atual é com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, que entrega ano que vem os últimos navios petroleiros para a Transpetro e o Estaleiro BrasFels, no Rio de Janeiro, controlado pela Keppel Marine, de Cingapura, que finalizou a integração de módulos do FPSO Campos dos Goytacazes (MV29) para a japonesa Modec. Entretanto, já existe um movimento, com o anúncio que a Modec contratou a Keppel para integração de módulos do FPSO Carioca, que será realizado no BrasFels, para produção no campo de Sépia, em 2021.

“Deve ocorrer um hiato entre a finalização das obras atuais e a próxima leva de contratações. A regularidade dos leilões da ANP também inicia uma fase de contratações continuadas no segmento offshore”, diz o consultor da Ivens Consult.

Previsão de faturamento – Outro dado que chama a atenção na pesquisa organizada pela UBM Brazil é o fato das empresas terem conseguido manter o volume de atividades: 56% dos entrevistados afirmam que a projeção de faturamento para 2018 é superior a do ano passado. Para 46% dos empresários que participaram da pesquisa, o faturamento deve aumentar entre 5 e 10% e, para outros 10% dos entrevistados, a expansão pode superar em 15 e 20% o ano de 2017.

A pesquisa realizada serviu também como um termômetro para avaliar as expectativas para a próxima edição da feira Marintec South America, principal evento do setor na América do Sul, que acontece de 14 a 16 de agosto, das 13 às 20 horas, no Centro de Convenções SulAmérica, Rio de Janeiro (RJ). O levantamento apontou que 45% dos entrevistados percebem na feira uma ferramenta de prospecção, uma vez que fecharam novos contratos após o evento, em decorrência do primeiro contato feito na Marintec.

“O resultado da pesquisa fortalece o papel da Marintec South America como o local ideal para networking e as novas prospecções. O fechamento de negócios depois da feira é uma prova inconteste da função da feira como plataforma de prospecção comercial e consolidação institucional para as empresas que participam da cadeia da indústria naval brasileira”, comenta o diretor do portfólio de Infraestrutura da UBM Brazil, Renan Joel.

 

Fonte: Portal Naval

Estaleiro São Miguel fecha novo contrato para graneleiro

O Estaleiro São Miguel, empresa do grupo Bravante, acaba de fechar o segundo contrato com a Navenor Serviços Marítimos, controlada pelo Grupo Salinor, para construção de um navio graneleiro com capacidade para 2.751 toneladas de sal. Com previsão de entrega em junho de 2019, o navio será usado para transporte de sal no Nordeste do país. Com o negócio, o São Miguel se torna um dos poucos estaleiros nacionais a fechar um contrato em 2018.

“O know-how conquistado em oito anos de construção de navios especializados e a excelência da nossa equipe técnica foram decisivos para essa conquista”, explica Marcelo Delano, gerente de Engenharia do Estaleiro São Miguel.

Em maio deste ano, o Estaleiro já entregou um primeiro graneleiro, com capacidade para 2.162 toneladas de sal. O navio já está em operação no Terminal Salineiro de Areia Branca, próximo ao litoral do Rio Grande do Norte.

As duas obras, realizadas integralmente com mão de obra e serviços nacionais, impulsionam o mercado de trabalho e a indústria local. Apenas na obra deste segundo salineiro, serão gerados aproximadamente 350 empregos diretos ou indiretos.

 

Fontes: Portal Naval